Nesta semana, máscaras de proteção à COVID-19 produzidas por costureiras da União dos Movimentos de Moradia de São Paulo (UMM-SP) foram doadas para a Aldeia Kaopena, da etnia Meinhako, localizada no Xingu. Desde maio, a UMM-SP, com apoio da Fundação Tide Setúbal, mobiliza 28 costureiras para a confecção de máscaras, divididas em 2 grupos, localizados nas periferias da zona Sul e Leste da capital paulista.
As sem-teto organizadas pela UMM-SP costuraram até o momento mais de 45 mil máscaras, e pretendem seguir com a produção. Em São Paulo, as máscaras são distribuídas junto às cestas básicas entregues nas periferias, ocupações e mutirões autogestionários pelos movimentos de moradia. A UMM-SP já distribuiu mais de 70 mil no estado desde que teve início a pandemia.
A propagação da COVID-19 entre povos indígenas preocupa as autoridades sanitárias. Nesta semana, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) anunciou que o país já tem 10,3 mil casos confirmados de coronavírus entre indígenas. A situação é preocupante, pois os números estão em curva acentuada de crescimento. Um estudo do Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) revelou que a prevalência do novo coronavírus entre a população indígena urbana (5,4%) é cinco vezes à encontrada na população branca (1,1%). Por isso, é fundamental ações de solidariedade como esta da UMM-SP. Confira abaixo as fotos.