20 de Novembro é mais um dia de resistência e luta

No Dia da Consciência Negra, a CMP denuncia o genocídio contra a população negra no país, principalmente os jovens das periferias e, de forma veemente, repudia a morte do soldador João Alberto Silveira Freitas, um negro de 40 anos, covardemente agredido até o óbito, na noite de ontem, por seguranças no supermercado Carrefour, em Porto Alegre (RS), na véspera do Dia da Consciência Negra.

A morte de João Alberto se soma às mais de 63 mil mortes de jovens brasileiros no país, sendo que mais de 70% são negros. Além da agressão e assassinado, a população negra sofre também com o desemprego, a crise econômica no país e o desmonte de políticas sociais, o que tem agravado a desigualdade social, causada em parte pela pandemia do coronavírus, mas principalmente pela política econômica ultraliberal do governo Bolsonaro.

O racismo mostra-se também na questão salarial. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, o salário médio dos trabalhadores negros foi 45% menor do que o dos brancos; entre as mulheres a situação é mais grave, a média salarial chegou a ser 70% menor do que das mulheres brancas.

“Este 20 de Novembro é mais um dia de luta e resistência. Mais um dia de luta contra a política econômica e genocida de Jair Bolsonaro, que governo contra o povo pobre e incentiva o racismo”, afirma Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP).

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