‘O povo brasileiro não aguenta Bolsonaro até 2022’, diz Raimundo Bonfim

Por Rede Brasil Atual

Carreatas vão pressionar, no sábado, pelo fim do governo Bolsonaro, pela vacinação universal e gratuita contra a covid-19, restabelecimento do auxílio emergencial e proteção ao emprego

ão Paulo – Em pouco mais de dois anos, o presidente Jair Bolsonaro cometeu inúmeros crimes de responsabilidade, além de crimes comuns. A gestão caótica da pandemia, marcada pelo negacionismo, contribuiu para o agravamento da crise sanitária. Enquanto Manaus registrou mortes por falta de oxigênio, autoridades do ministério da Saúde foram à cidade para recomendar medicamentos sem eficácia. “O povo brasileiro não aguenta Bolsonaro até 2022”, diz o coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim.

Enquanto a pandemia se agrava, as vacinas demoram a chegar, pela falta de diplomacia do governo brasileiro. Aos 215 mil mortos pela covid-19, somam-se pelo menos 14 milhões de desempregados. Outros quase 70 milhões de brasileiros deixaram de receber o auxílio emergencial. Sem mercado, as indústrias deixam o país. Em meio a tudo isso, o presidente volta a ameaçar com golpe e ditadura.

Nesse sentido, Raimundo Bonfim convoca a todos os brasileiros a se unirem na jornada de lutas pelo “Fora Bolsonaro, Impeachment Já”, que começa neste sábado (23), quando movimentos sociais ligados às frentes Brasil Popular e Povo sem Medo realizam carreatas em todo o Brasil.

Reivindicações

“Não temos dúvida de que o presidente cometeu inúmeros crimes, e que ele não tem condições, inclusive intelectual, de continuar presidindo o Brasil. Haja vista o total abandono com relação à crise da pandemia.  É inaceitável as pessoas morrendo por falta de oxigênio”, afirmou Bonfim, em entrevista ao Jornal Brasil Atual, nesta sexta-feira (22).

Os movimentos querem mobilizar outros setores da sociedade brasileira para pressionar o Congresso Nacional a dar andamento a pelo menos um dos 56 pedidos de impeachment que aguardam uma decisão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Dois destes têm a CMP como signatária. Outros cinco foram arquivados, totalizando 61 pedidos de afastamento, até o momento.

Além disso, os movimentos também defendem a vacinação gratuita e universal contra a covid-19. Outra pauta importante é o restabelecimento do auxílio emergencial. E, por fim, a defesa da manutenção do emprego. “O ministro Paulo Guedes diz que está tudo bem. Enquanto a gente vê a fome aumentando a cada dia nas periferias das nossas cidades”, ressalta Bonfim.

Raimundo apela principalmente para a adesão dos setores de classe média, já que as carreatas não privilegiam a participação dos trabalhadores da periferia. Ainda assim, é a forma mais segura de fazer a mobilização em meio à pandemia.

Em São Paulo, os participantes da carreata se concentram a partir das 14h, em frente à Assembleia Legislativa, na zona sul da capital.

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