CMP realiza debate sobre a guerra entre a Rússia e Ucrânia e seu impacto no cenário internacional

A Central de Movimentos Populares (CMP) realizou nesta terça-feira (15/03) um debate sobre a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, sua origem e os impactos no cenário internacional. Em um evento virtual destinado à direção nacional da entidade, o historiador Valter Pomar, professor da Universidade Federal do ABC e membro da direção nacional do PT, e a socióloga Maria Lúcia Silveira, do Coletivo de Formação da Marcha Mundial das Mulheres, apontaram alternativas para um cessar-fogo e destacaram os interesses dos Estados Unidos com o conflito.

Para Pomar, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia só terá fim quando a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) recuar e a Ucrânia assumir uma posição de neutralidade. “Nós queremos um cessar-fogo, uma negociação efetiva para acabar com a guerra, mas queremos também uma saída enfraquecida da Otan, dos governos imperialistas e, sobretudo, dos Estados Unidos”, disse o historiador.

Questionado sobre a questão do petróleo e da dependência do Brasil nos fertilizantes vindos da Rússia, o professor da UFABC ressaltou que “o conflito na Europa trouxe uma grande lição para o nosso país, uma vez que evidenciou a necessidade de se produzir aqui dentro tudo que é estratégico para a nossa sobrevivência”.

Em um discurso bastante preocupado com a vulnerabilidade das mulheres em zonas de conflito, a socióloga Maria Lúcia Silveira chamou a atenção para o tráfico de mulheres nas fronteiras. “A guerra é cruel para toda a sociedade, mas para as mulheres ela pode ser ainda mais grave. Muitos se aproveitam da fragilidade do momento para o sequestro de mulheres e crianças. Nós sabemos que há bases militares em guerras e, infelizmente, a exploração sexual acontece. A declaração feita pelo deputado paulista Arthur do Val é um exemplo de como a guerra é ainda mais dura para a mulher”, declarou.

Por fim, Maria Lúcia compartilhou a direção da CMP experiências de coberturas jornalísticas em guerras e disse acreditar que, por mais que a Rússia e a Ucrânia negociem um cessar-fogo, as consequências do conflito vão perdurar por um bom tempo na Europa.

Disso decorre a importância da organização popular para superar a crise sistêmica do capitalismo em favor das classes trabalhadoras, do povo pobre e das mulheres, que são quem sofre com as consequências dos conflitos entre potências capitalistas.

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