Plebiscito Popular: saiba como votar pelo fim da escala 6×1 e taxação dos super-ricos

A Central de Movimentos Populares (CMP) é uma das organizações que integram o Plebiscito Popular por um Brasil Mais Justo, mobilização nacional iniciada no dia 1º de julho. Organizado por diversos movimentos sociais, centrais sindicais, juventudes, artistas e partidos progressistas, o plebiscito convida o povo brasileiro a votar em dois temas urgentes que afetam diretamente a vida da classe trabalhadora: o fim da escala 6×1 e a taxação dos super-ricos.

De julho a setembro de 2025, serão organizadas urnas físicas e digitais em bairros, periferias, escolas, sindicatos e praças públicas. A proposta é ouvir a população e pressionar o Congresso Nacional a avançar em projetos que hoje estão paralisados – como a PEC da escala 6×1, da deputada Erika Hilton (PSOL), e a reforma tributária do governo federal.

“O plebiscito popular é uma iniciativa fundamental para envolver trabalhadores, trabalhadoras e a classe média no debate da justiça tributária. Defendemos que os mais ricos paguem mais impostos, que a carga tributária da classe média diminua e que os mais pobres sejam isentos. O Congresso Nacional, em sua maioria, não representa os interesses do povo e resiste a essa mudança. Por isso, é tão importante ampliar esse debate na sociedade, nas periferias, nos movimentos populares”, disse Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP.

O que está em votação?

A população poderá responder a duas perguntas centrais:

  • Você é a favor da redução da jornada de trabalho sem redução salarial e do fim da escala 6×1?
  • Você é a favor de quem ganhe mais de R$ 50 mil pague mais imposto, para que quem recebe até R$ 5 mil não pague imposto de renda?

Como votar presencialmente no Plebiscito Popular?

A votação é presencial, voluntária e pode ser feita de forma muito simples. Qualquer pessoa pode participar!

Para votar é necessário procurar o endereço da urna mais próxima. Para facilitar, a organização do Plebiscito Popular 2025 criou uma planilha com todos os locais e horários. Veja aqui.

Segundo a organização, você não precisa levar documento para votar. Na cédula só é solicitado o seu nome completo, telefone pessoal e e-mail.

A votação vai até o dia 7 de setembro de 2025, com divulgação dos resultados prevista para 6 de outubro.

Quer se engajar mais? Seja uma urna!

Além de votar, qualquer pessoa ou entidade pode se tornar um ponto de coleta de votos, criando sua própria urna e ajudando a mobilizar familiares, colegas e vizinhos.

Veja como fazer:

  • Clique em “Faça o cadastro da sua urna!”
  • Preencha os dados solicitados
  • Indique a instituição que você representa (ou escolha “outras”)
  • Após o cadastro, gere um QR Code com link de votação personalizado
  • Divulgue para a sua base e acompanhe os votos!

    “A votação do plebiscito será feita de forma presencial e online, garantindo o acesso de todas as pessoas. Teremos urnas disponíveis em todos os lugares, para que ninguém fique de fora dessa luta por justiça social”, destaca Bonfim.

Cartilha e materiais de apoio

No site oficial também está disponível a Cartilha do Plebiscito Popular, com informações detalhadas sobre os temas, orientações para formar comitês locais e realizar mutirões, além de sugestões de atividades de conscientização.

Você também pode baixar cards, logos, vídeos e materiais impressos para divulgação em redes sociais, panfletagens, rodas de conversa e assembleias.

Plebiscito Popular

O Plebiscito Popular é uma ferramenta histórica dos movimentos sociais desde os anos 1990. Já foram realizadas mobilizações nacionais sobre temas como a dívida externa, a Alca, a reestatização da Vale e a convocação de uma nova Constituinte.

“CMP integra a coordenação nacional dessa mobilização e tem experiência na organização popular. Vamos arregaçar as mangas para aprovar uma reforma tributária justa, que tribute os super-ricos e acabe com absurdos como a escala 6×1, que é quase análoga à escravidão. Convocamos nossa militância e todos que acreditam na justiça social a participarem”, conclui Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP.

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