Em um fim de semana marcado pela força, união e coragem, o Coletivo de Mulheres da Central de Movimentos Populares (CMP) esteve presente nas mobilizações nacionais contra o feminicídio realizadas em diferentes cidades do país. A ação integra o Levante Mulheres Vivas, uma jornada de protestos que tomou as ruas para exigir vida, respeito e políticas públicas efetivas para as mulheres brasileiras.
As manifestações aconteceram em capitais e cidades de norte a sul do Brasil, reunindo milhares de pessoas em defesa do fim da violência de gênero. Na Avenida Paulista, em São Paulo, a multidão ocupou todas as faixas da via com cartazes, tambores e gritos de justiça. O ato defendeu penas mais duras para crimes motivados por misoginia, o combate ao discurso de ódio e a revisão das políticas públicas de proteção às mulheres.


No Piauí, o Coletivo de Mulheres da CMP se somou à mobilização realizada em Teresina, neste domingo (7), que teve início às 16h na Praça Pedro II, no Centro da cidade. O protesto destacou que, mesmo após uma década da Lei do Feminicídio, os índices de violência continuam aumentando, revelando falhas na aplicação da lei e a urgência de investimentos em prevenção e proteção.
Para Neide Carvalho, da coordenaçao nacional da CMP, o momento exige unidade e pressão social: “Estamos nas ruas porque não suportamos mais perder mulheres todos os dias. A Lei do Feminicídio completa 10 anos, mas ainda não salva como deveria. Falta investimento, falta aplicar a lei, falta compromisso do Estado. Nosso grito hoje é por vida, por dignidade e por respeito. Não vamos recuar.”



Pelos estados, os atos chamaram atenção para temas estruturais como desigualdade, misoginia e racismo que alimentam o ciclo de violência. No Rio de Janeiro, a mobilização reuniu centenas de pessoas em Copacabana também no domingo (7). Já em Belém, manifestantes ocuparam o centro da cidade no sábado (6) pedindo proteção, justiça e o fim do projeto aprovado na Câmara que pode dificultar o acesso ao aborto legal para crianças vítimas de estupro.



Com faixas, bandeiras e palavras de ordem, os protestos também denunciaram a falta de políticas públicas eficazes, a insuficiência das redes de acolhimento e a necessidade de ações integradas para prevenir a violência contra as mulheres.
O Coletivo de Mulheres da CMP reforça que este é apenas o início de uma agenda permanente de enfrentamento à violência: “Seguiremos juntas, organizadas e ocupando as ruas sempre que for preciso. A vida das mulheres importa, e nós vamos lutar até que cada uma possa viver sem medo”, concluiu Neide Carvalho.



