A Central de Movimentos Populares (CMP) participou, nesta quinta-feira (8), dos atos realizados em diversas cidades do país em defesa da democracia, da soberania nacional e contra qualquer tentativa de anistia aos responsáveis pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. As mobilizações marcaram os três anos da tentativa de golpe e reafirmaram que a democracia foi defendida pelo povo organizado. A CMP esteve presente em atos em Brasília, São Paulo, Pará, Piauí e Rio Grande do Sul.
Brasília: sem anistia e veto celebrado pelo povo












Na capital federal, movimentos sociais, partidos de esquerda e entidades ligadas ao Partido dos Trabalhadores realizaram um ato em frente ao Palácio do Planalto. A mobilização ocorreu logo após a cerimônia institucional no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou integralmente o Projeto de Lei da Dosimetria, proposta que poderia reduzir as penas de Jair Bolsonaro e de outros condenados por envolvimento nos atos golpistas.
O veto foi anunciado em meio a gritos de “sem anistia” e foi comemorado pelos presentes como uma vitória da democracia e da luta popular.
Raimundo Bonfim, ex-coordenador nacional da CMP e atual diretor de Participação Social da Secretaria-Geral da Presidência, participou do ato e destacou a importância da data. “O 8 de janeiro é um dia fundamental para defender a democracia e lembrar o que os golpistas fizeram. Hoje também é dia de comemorar: os responsáveis foram julgados, condenados e estão presos. A democracia prevaleceu. É um dia de luta em defesa do povo brasileiro e da nossa democracia”, afirmou.
Também presente em Brasília, Miriam Hermógenes, da direção nacional da CMP, celebrou o momento. “É um dia muito feliz estar aqui, justamente quando o presidente Lula veta o PL da Dosimetria. Sem anistia, democracia sempre, ditadura nunca mais. No ato institucional, foi celebrado a importância da liderança do presidente Lula para que a gente viva num país democratico e soberano”, reforçou.
Belém (PA): nem a chuva impediu a luta pela democracia









No Pará, a CMP participou de um importante ato em Belém, reunindo diversas organizações populares. Mesmo debaixo de forte chuva no final da tarde, mais de 50 militantes da CMP marcaram presença, reforçando a defesa da democracia e da soberania dos povos.
A mobilização teve como eixo central a luta contra o imperialismo, a defesa da soberania da América Latina e o repúdio a qualquer tentativa de reduzir as penas dos condenados pelos atos golpistas, incluindo Bolsonaro e militares envolvidos.
Paulo Cohen, coordenador nacional da CMP, destacou o significado do ato. “Foi um momento do povo paraense se manifestar junto com o Brasil inteiro para dizer que a democracia é mais importante. Viva o governo Lula, viva todos aqueles que resistem para manter a nossa democracia de pé. Somos contra os genocidas e contra quem quer acabar com a liberdade do nosso país. Viva a luta dos movimentos sociais e a resistência do povo por um Brasil livre, soberano e por uma América Latina livre”, afirmou.
São Paulo: manifesto e memória no Largo São Francisco



Em São Paulo, o ato ocorreu na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), reunindo juristas, parlamentares, sindicatos, movimentos sociais e organizações populares. Durante a atividade, foi lançado o Manifesto em Defesa da Democracia, da Justiça e da Soberania Nacional, que celebrou a derrota da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.
O documento foi elaborado pelo grupo de advogados Prerrogativas, pelo setorial jurídico do PT de São Paulo e pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito da USP, e recebeu apoio de diversas entidades e movimentos sociais.
A CMP esteve representada por Gegê, da coordenação nacional, que fez uma fala em nome de nossa organização no Salão Nobre da faculdade. Ele lembrou que o ataque à democracia faz parte de um histórico de violência contra a classe trabalhadora. “O golpe não se concretizou, mas deixou marcas profundas. A democracia brasileira sempre foi atacada, e quem paga essa conta é o povo trabalhador. Por isso, no dia 8 de janeiro, a militância da CMP foi às ruas em todo o país, com bandeiras e palavras de ordem, em defesa da democracia e da soberania”, afirmou.
Gege também alertou para o cenário internacional e os riscos à soberania nacional. “O que aconteceu na Venezuela foi uma intervenção pensada para destruir a democracia daquele país. Se o povo brasileiro não se organizar, podemos ser os próximos. Ou fazemos a defesa da democracia com a classe trabalhadora como sujeito central, ou não venceremos essa luta”, disse, em uma das falas mais aplaudidas do ato.
Piauí: CMP atua na coordenação do ato em Teresina









No Piauí, a Central de Movimentos Populares também teve participação destacada nos atos em alusão aos três anos da tentativa de golpe de 8 de janeiro. A mobilização ocorreu na Praça Pedro II, no centro de Teresina, e reuniu centrais sindicais, partidos de esquerda e diversas organizações populares que constroem a luta em defesa da democracia e da soberania do país.
A CMP participou de forma ativa da organização e da coordenação do ato, levando às ruas sua militância, cartazes, palavras de ordem e a alegria que marca a luta popular. Estiveram presentes o Coletivo de Mulheres da CMP, a Juventude, associações de moradores de bairros e lideranças populares do estado.
Neide de Carvalho, da direção nacional da CMP, destacou a importância da mobilização. “Nossa participação foi muito ativa, inclusive na coordenação do ato. A avaliação é muito positiva. Foi um marco para reafirmar a defesa da democracia e da soberania”, afirmou.
Durante a atividade, que teve como lema Brasil soberano, América Latina livre, também foi reafirmada a solidariedade ao povo venezuelano e a denúncia contra qualquer tentativa de ataque à soberania dos países latino-americanos. “Registramos nossa unidade em defesa do povo venezuelano e denunciamos as ações autoritárias e agressivas do imperialismo. Seguimos vigilantes, firmes nas ruas, lutando pela soberania do Brasil e da América Latina”, completou Neide.