Miriam Hermógenes denuncia impactos da privatização da Sabesp em live sobre falta de água nas periferias

A coordenadora nacional da Central de Movimentos Populares, Miriam Hermógenes, participou nesta segunda-feira (13) da live “Sabesp privatizada: quem paga a conta?”, promovida pelo programa Geringonça SP e apresentada por Marilsilda Silva, do Coletivo Resistência.

A privatização da Sabesp foi concluída em julho de 2024 pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no estado de São Paulo. O processo transformou a empresa em uma corporação privada com o grupo Equatorial Energia como investidor de referência, mantendo o estado como acionista minoritário.

Durante o debate, Miriam chamou atenção para os impactos da privatização da água nas periferias de São Paulo e destacou que a falta de abastecimento tem atingido diretamente a vida das famílias, especialmente das mulheres.

“Viver sem luz a gente até consegue, agora viver sem água é impossível, é desumano”, afirmou Miriam. Segundo ela, os movimentos populares têm acompanhado o desespero de moradores que convivem com cortes de água constantes e precisam reorganizar toda a rotina para buscar água, cozinhar, limpar a casa e cuidar das crianças.

Miriam também destacou que a situação afeta principalmente mulheres trabalhadoras, que chegam em casa após um dia inteiro de trabalho e precisam lidar com a falta de água para as tarefas mais básicas. “A gente não está dizendo que estamos numa cidade do interior. Estamos falando da cidade de São Paulo, nas periferias sem água, vivendo uma situação de desespero”, disse.

A live debateu os efeitos da privatização da Sabesp e os impactos do aumento de tarifas, da precarização do serviço e da dificuldade de acesso à água nas periferias. Assista a live na íntegra:

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