Os movimentos populares e sociais deram início, na noite desta quarta-feira (23), à organização nacional das Brigadas de Agitação e Propaganda, uma ampla rede de militantes que atuará nos territórios e nas redes sociais para fortalecer o diálogo com a população em defesa da democracia, da soberania nacional e da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O lançamento aconteceu durante uma plenária nacional virtual que reuniu cerca de 400 militantes de diferentes regiões do país. Participaram da atividade representantes da Central de Movimentos Populares (CMP), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), União dos Movimentos de Moradia (UMM), Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do Partido dos Trabalhadores (PT).
Coordenada por Sidnei Pita, da direção nacional da UMM e da CMP, e por Liciane Maria Andrioli, da coordenação nacional do MAB, a plenária apresentou o plano nacional de organização das Brigadas e consolidou uma estratégia de atuação conjunta dos movimentos populares para o período eleitoral.
Atualmente, já são 342 Brigadas de Agitação e Propaganda organizadas, envolvendo aproximadamente 6.277 militantes em todo o país. A proposta é ampliar essa rede nos próximos meses, fortalecendo o trabalho de base por meio de panfletagens, visitas domiciliares, rodas de conversa, intervenções culturais, atividades comunitárias e ações de comunicação nas redes sociais. As Brigadas atuarão em temas como soberania nacional, defesa dos direitos sociais, moradia, proteção às mulheres, justiça climática e fortalecimento do Estado.

Ao participar da plenária, Raimundo Bonfim, coordenador licenciado da Central de Movimentos Populares (CMP) e diretor de Participação Popular da Secretaria-Geral da Presidência da República, destacou que a criação das Brigadas representa muito mais do que uma estratégia eleitoral. Segundo ele, os movimentos populares têm a missão de fortalecer a organização da militância e ampliar o diálogo com a população em um momento decisivo para o futuro do país.
“A missão das Brigadas de Agitação e Propaganda é organizar a militância para dialogar com o povo e garantir a reeleição do presidente Lula. Não estamos diante de uma disputa comum. Estamos decidindo os rumos do Brasil, a defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos da classe trabalhadora. Por isso, precisamos transformar as Brigadas em um instrumento permanente de organização popular, formação política e presença nos territórios. Nos próximos dias, não há tarefa mais importante do que mobilizar nossa militância para conversar com o povo e fortalecer esse projeto de país.”
Na sequência, Miriam Hermógenes, a coordenadora nacional da CMP, apresentou o plano de trabalho das Brigadas e explicou que a iniciativa foi construída para fortalecer a presença permanente da militância nos territórios, articulando formação política, planejamento coletivo e diálogo direto com a população.
“As Brigadas de Agitação e Propaganda representam uma forma organizada de fortalecer a presença da militância nos territórios e ampliar o diálogo com a população. Mais do que estruturas de campanha, elas reúnem pessoas comprometidas com a formação política, o planejamento coletivo e a defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos do povo brasileiro. Nossa tarefa é construir esse diálogo todos os dias, nas ruas e nas redes.”
Para Sidnei Pita, dirigente nacional da CMP e da UMM, a ampla participação na plenária demonstra que os movimentos populares chegam organizados para os desafios políticos dos próximos meses.
“Esta plenária mostrou que nossa militância está preparada para o processo eleitoral e para a defesa do Brasil. Entendemos que a disputa de 2026 é também uma disputa pela soberania nacional. A extrema direita quer entregar o nosso país ao imperialismo, e nós estamos organizados para defender a democracia, os direitos do povo e o futuro do Brasil. A expectativa com as Brigadas de Agitação e Propaganda é a melhor possível. Vamos às ruas, aos territórios e às redes para dialogar com a população e construir a reeleição do presidente Lula.”

Representando o MAB, Liciane Maria Andrioli reforçou que o desafio agora é transformar a organização construída na plenária em ação concreta nos territórios.
“É de suma importância que a gente já esteja nas ruas realizando os lançamentos das Brigadas, se organizando e fazendo um processo de agitação e de pré-campanha para reeleger o presidente Lula.”
Lizandra Dawany, representante da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), também destacou a importância do trabalho de base diante da ofensiva da extrema direita e defendeu a intensificação do contato direto com a população.
“Precisamos colocar mais energia, mais alegria e mais agitação. As redes sociais são importantes, mas nada substitui o olho no olho, o porta a porta e o fazer as pessoas se sentirem parte desse projeto. Precisamos ter centenas de lideranças espalhadas pelo Brasil organizando, mobilizando e dialogando com o povo, porque esta é uma das eleições mais importantes da nossa história.”
Mobilização já tem calendário nacional
A plenária também aprovou o cronograma das próximas etapas de organização das Brigadas de Agitação e Propaganda. A mobilização seguirá de forma permanente até as eleições, combinando ações nacionais e iniciativas nos estados.
O próximo marco será o lançamento nacional presencial das Brigadas, marcado para 31 de julho, no Sindicato dos Químicos, em São Paulo, acompanhado de atividades simultâneas nos demais estados.
Na sequência, o lançamento oficial da campanha de reeleição do presidente Lula acontecerá em 16 de agosto, em São Bernardo do Campo (SP). Já a partir de 17 de agosto, as Brigadas iniciam uma agenda intensiva de mobilização nos territórios, com ações de rua, atividades culturais, panfletagens, visitas domiciliares, rodas de conversa e iniciativas de comunicação popular.
Ao longo de setembro, o calendário prevê mobilizações voltadas à defesa da soberania nacional, ao Dia da Amazônia e ao Grito dos Excluídos, fortalecendo o trabalho de base até o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.