O portal Brasil 247 publicou nesta quarta-feira (9) o artigo “Política ainda se faz nas ruas e a vitória virá da mobilização popular”, de Raimundo Bonfim, coordenador nacional licenciado da CMP, e Hugo Fanton, cientista político e militante da Central.
No texto, os autores defendem que a mobilização popular é indispensável para derrotar o bolsonarismo, reeleger o presidente Lula e sustentar um projeto democrático comprometido com os direitos da classe trabalhadora.
O artigo destaca a força das Brigadas de Agitação e Propaganda e das ações do Sextou com Lula, que levam a campanha às ruas, praças, periferias e locais de circulação popular em todo o país.
Leia o artigo completo abaixo:
Política ainda se faz nas ruas e a vitória virá da mobilização popular
A crise da democracia brasileira se aprofunda às vésperas das eleições e coloca em risco a continuidade da reconstrução do Brasil sob a liderança de Lula. A atuação política do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, para blindar Flávio Bolsonaro das investigações sobre o recebimento de dezenas de milhões de reais de Daniel Vorcaro, é mais um capítulo da agenda golpista do bolsonarismo. E esse fato exige reação imediata das forças de esquerda e do campo democrático. Novamente, é preciso sair às ruas para lutar em defesa de um projeto democrático e popular para o Brasil e reeleger Lula presidente.
O cenário atual mostra a força política do bolsonarismo e a gigantesca tarefa posta para eleger Lula em 4 de outubro, garantir a posse e um governo comprometido com a efetiva resolução dos problemas que as classes populares enfrentam no país. O caminho para isso não é desconhecido, apesar de difícil. Assim como em 2022, a Central de Movimentos Populares defende a mobilização militante como fator indispensável para derrotar o neofascismo e reeleger Lula.
Atuamos nesse sentido ao apostar na construção das Brigadas de Agitação e Propaganda, com o MAB, o MPA, a UNMP, a FUP, dentre outros movimentos em cada estado. Esta modalidade de organização nos possibilita engajar milhares de pessoas em todo o país, especialmente com ações como o Sextou com Lula, panfletagens e bandeiraços nas regiões centrais e periferias das cidades. É precisa uma ampla unidade das brigadas, dos comitês Lula Presidente e de segmentos dos movimentos sociais. É preciso, até as eleições, que saiam às ruas para buscar votos todas e todos comprometidos com a defesa de um programa que inclui a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, as políticas sociais, a garantia da política de aumento real do salário mínimo, do vínculo deste aumento com os benefícios sociais e a aposentadoria, o investimento constitucional mínimo em saúde e educação e uma política econômica que inclua o pobre no orçamento e o desenvolvimento do país.
O golpismo não pode ser motivo para desânimo e lamentação. Pelo contrário, estamos muito perto da vitória. E para construirmos as condições para concretizá-la, dois movimentos são fundamentais: i) defender abertamente um programa democrático-popular que aponte para a resolução dos problemas do povo, sem ceder às chantagens do mercado que buscará inviabilizar o compromisso com as classes trabalhadoras; ii) imprimir como prioridade absoluta um caráter de massividade à campanha, com grandes comícios com a presença de Lula, mas também ações diárias que envolvam milhares de pessoas nas ruas, todos os dias, mesmo sem a presença dele.
É preciso acreditar na força da militância e do povo organizado, convocar todas e todos que querem derrotar o fascismo e lutar por um governo democrático-popular a contribuir com a luta pelo voto, nas ruas e nas redes. É preciso derrotar Bolsonaro, mas também aumentar o nível de organização e mobilização para sustentar o governo democrático-popular e ter força política e social para barrar qualquer tentativa de golpe que possa surgir da oposição bolsonarista ao nosso governo. As condições estão dadas e, como nos lembra Marighella, é preciso não ter medo, é preciso ter a coragem de dizer. Vamos à luta!