Andreza Romano é eleita coordenadora nacional do Coletivo de Mulheres da CMP e reforça luta contra o feminicídio

O Seminário Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio e pela Saúde Mental das Mulheres nas Periferias foi encerrado neste domingo (3), na sede da Contag, em Brasília, com a eleição de Andreza Romano como nova coordenadora nacional do Coletivo de Mulheres da Central de Movimentos Populares (CMP). O encontro reuniu 132 mulheres, de 20 estados, e marcou um novo momento de articulação política, com definição de propostas e fortalecimento da luta coletiva pela vida das mulheres.

A eleição ocorreu na plenária final, que reuniu delegadas de diferentes territórios do país. Ao assumir, Andreza Romano destacou o compromisso de construir “um coletivo plural, com representatividade, para toda e qualquer mulher”, e ressaltou que a diversidade das periferias, assentamentos, ocupações e demais organizações que compõem a CMP sustenta a força da central.

Ao longo de sua fala, Andreza apontou que a luta pelo fim do feminicídio precisa permanecer como prioridade e deve envolver toda a sociedade, inclusive os homens, em diálogo com temas já apresentados durante os debates do seminário. Também defendeu a importância de manter uma central combativa, conectada às realidades dos territórios e comprometida com a saúde mental das mulheres.

Andreza Romano, coordenadora nacional do Coletivo de Mulheres da CMP, e Miriam Hermogenes, coordenadora nacional da CMP

Ela também afirmou que as mulheres do Coletivo têm lado e esse ano assumem o compromisso de lutar pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, único que apresenta projetos para combater à violência contra as mulheres, além de programas que visam a igualdade e garantias de direitos sociais economicos.

“Estaremos comprometidas com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Queremos chegar a todas as comunidades, onde houver uma mulher, estaremos lá. O cenário eleitoral é decisivo: pode ampliar ou restringir direitos, fortalecer políticas públicas ou aprofundar a misoginia. Por isso, é urgente que toda a sociedade se envolva nesse projeto de transformação, para garantir que todas as mulheres tenham suas vidas protegidas”, afirmou Andrezza.

Ainda no início do último dia do encontro, foio realizada uma dinâmica coletiva, com palavras de ordem, rque reforçou os laços entre as participantes e destacou o compromisso com a construção do feminismo popular, base que orienta a atuação do coletivo.

O seminário se encerra com o compromisso de transformar as propostas debatidas em ações concretas nos territórios, nas políticas públicas e na luta cotidiana por uma vida sem violência e com dignidade para todas as mulheres.

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