Movimentos populares lançam Frente São Paulo pela vida

Movimentos populares e sociais lançaram, na manhã desta segunda-feira (3/5), a Frente São Paulo pela vida, que tem o objetivo de unificar a luta pelo adiamento da revisão do Plano Diretor na cidade de São Paulo e formular propostas por uma agenda emergencial para a superação dos efeitos da pandemia. Em sua intervenção na reunião, o coordenador nacional da CMP, Raimundo Bonfim, disse que, devido à pandemia, não será possível a participação de representantes do povo na revisão do Plano Diretor e que, neste momento, “a prioridade dever ser uma agenda social, de enfrentamento à pandemia”.

Leia a carta de lançamento Frente São Paulo pela vida, subscrita por 375 entidades que lutam pelo adiamento do Plano Diretor aqui.

CMP e FUP promovem ações de solidariedade em 11 cidades por gás a preço justo, comida no prato e vacina no braço!

A Central de Movimentos Populares (CMP) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) realizaram, na tarde desta quinta-feira (29), uma ação solidaria conjunta, com a venda de botijão de gás de cozinha por menos da metade do preço, cerca de 40 reais, para famílias moradoras em bairros periféricos de 11 cidades do país. Aproximadamente 1.500 famílias em situação de vulnerabilidade social foram beneficiadas com a ação. A atividade incluiu também a distribuição de cestas de alimentos, verduras, legumes e máscaras de proteção. Com o mote: Gás a preço justo, comida no prato e vacina no braço, durante a ação, a CMP e a FUP defenderam vacina já para toda a população e auxílio emergencial de 600 reais até o fim da pandemia. “Foi uma ação muito forte, extraordinária, da CMP e da FUP, justamente nesse dia triste em que o país chegou a 400 mil mortes. Amanhã faremos um ato simbólico para dizer que estamos em luto pela situação em que vivemos, e em luta, pois não podemos deixar passar batido esse triste dado de 400 mil vidas perdidas por irresponsabilidade, pelos crimes cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro”, afirmou Raimundo Bonfim, durante live realizada no fim do dia para avaliar a ação.

As entidades também denunciaram o desmonte das políticas públicas, as privatizações e o negacionismo diante da pandemia de covid-19. Com um valor do botijão de gás que chega a 120 reais em várias regiões do país, o que corresponde a 12% do salário-mínimo, a alta do produto provoca a elevação de preços em outros setores da economia, como os de alimentos e transportes. Ao promover a ação de solidariedade de hoje, CMP e FUP alertaram também a para a privatização da Petrobras e de sua política de seguir o preço de importação.

“É motivo de satisfação para nós realizar essa ação solidária nesse dia de hoje, mostrando que a classe trabalhadora atua para atender também necessidades básicas da população brasileira, em um momento tão difícil como esse. É um momento em que o governo federal não dá a sustentação para o povo brasileiro com uma renda mínima que garanta de fato a sobrevivência. Então nós nos unimos para ajudar as pessoas que mais precisam nesse momento tão difícil que passamos não só no Brasil, mas também no mundo. Mas no Brasil em especial, pois o governo não cumpre o seu papel”, destacou Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP.

A atividade também contou com a participação do Coletivo de Mulheres da CMP. “Esse dia 29 de abril fica marcado na história de todos nós. A luta continua, a luta não para, porque nós somos responsáveis por vida, e não pela morte. Nós do coletivo de mulheres temos travado uma grande luta em prol da vida, em especial das mulheres brasileiras, desempregadas, mulheres negras, da periferia, que a cada dia sofre ataques desse governo que está nos matando”, afirmou Usânia Gomes, da coordenação nacional da CMP e do Coletivo Nacional de Mulheres da CMP.

O coordenador nacional da CMP ressaltou ainda que a ação solidária de hoje “teve o objetivo de ajudar famílias que estão passando por dificuldades, desempregada e sem renda para se alimentar, mas também de denunciar e exigir que Bolsonaro seja processado, afastado da Presidência da República e condenado pelas 400 mil mortes, pelo atraso na vacinação e pela covardia em reduzir o auxílio emergencial, justamente quando nosso país apresenta um cenário de desemprego e fome. Já são 19 milhões de pessoas passando fome”, denuncia Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP.

Confira abaixo algumas imagens da ação realizada:

CMP, FUP e Ceprocig realizam ação no Grajaú, zona Sul de São Paulo. Além da venda de botijões de gás a R$ 40, foram entregues cestas de legumes e verduras e cestas básicas para 50 famílias.

Ação de solidariedade em Belém, PA.

Em Fortaleza, CE, a atividade foi na Associação dos Moradores do Jardim Jatobá.

Em Ipatinga, MG, a mobilização por gás a preço justo deu o recado: é Fora Bolsonaro!

A militância em luta em Jaboatão dos Guararapes, PE. Ação da CMP e da FUP vendeu gás a preço justo.

Ação de solidariedade em Brasília, DF.

Em Manaus, AM, as atividades aconteceram pela manhã. É CMP e FUP/Sindipetro unidas por gás a preço justo

CMP e FUP promovem ação de solidariedade com venda de botijão de gás a preço justo

Em mais uma ação para ajudar a amenizar os impactos do desemprego e da pandemia de covid-19 no dia a dia das famílias em situação de vulnerabilidade social, a Central de Movimentos Populares (CMP) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP), por meio de Sindicatos dos Petroleiros nos estados, vão promover uma ação solidária, nesta quinta-feira (29), com a venda de botijão de gás de cozinha a preço justo, em torno de 40 reais.

A iniciativa tem também o objetivo de denunciar a privatização da Petrobras, fortalecer a luta por vacina já para toda a população, pela volta do auxílio emergencial no valor de 600 reais e pelo fora Bolsonaro. A ação acontecerá, simultaneamente, às 14 horas dessa quinta-feira (29) em 11 cidades do Brasil, em bairros periféricos. Além da venda de botijão de gás a preço justo, serão distribuídas cestas básicas, verduras, legumes máscaras de proteção e kits de higiene e limpeza.

A ação conjunta da CMP e FUP acontece em um momento em que o país se aproxima dos 400 mil mortos por covid-19, já tem mais de 14 milhões de contaminados, 14,3 milhões de desempregados e um cenário de fome. Somado a isso, o governo de Jair Bolsonaro incentiva aglomerações, demora com a vacinação e desestimula as medidas de prevenção à doença.

“Bolsonaro é um genocida, tendo em vista que sabota medidas de combate à covid-19, sendo responsável pela morte de quase 400 mil pessoas. Além disso, sua política econômica é responsável por milhões de desempregados, e a redução do auxílio emergencial joga o povo na pobreza. Já são 19 milhões passando fome. Desde o início da pandemia a CMP tem promovido diversas ações de solidariedade. Esta ação em parceria com a FUP é mais uma importante iniciativa de fortalecimento do trabalho de base e solidariedade de classe”, afirma Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP.

Com a redução do auxílio emergencial, para um valor que vai de 150 a 375 reais, a alta do preço dos alimentos, a política da Petrobras de acompanhar o preço de importação, que provoca constantes aumentos de preços dos combustíveis, ficou ainda mais difícil para as famílias mais pobres comprarem o gás de cozinha e se alimentarem. Atualmente o preço do botijão cheio custa, em média, 90 reais. Há locais em que chega a custar mais de 100 reais.

“Em meio a pandemia da covid-19, gestos como este são de extrema necessidade para amenizar um pouco o problema da fome que atinge milhares de brasileiros. Essas ações de luta e defesa da soberania alimentar e da dignidade do nosso povo fortalecem o elo entre o movimento sindical e os movimentos populares, visando a retomada da democracia no país. Em 2022, precisaremos estar unidos mais uma vez para eleger Lula e, assim, retomarmos os projetos de uma Petrobras a serviço do povo e da soberania nacional. A FUP e seus sindicatos, desde o início da pandemia, têm realizado ações de venda de botijão de gás e combustíveis a preço justo, assim como distribuição de alimentos cestas básicas, materiais de limpeza e de proteção contra a covid-19”, afirma Deayvid Bacelar, coordenador geral da FUP. 

Cartografias do acesso à água na pandemia da Covid-19

Em 2020, com o agravamento das consequências sociais, econômicas e sanitárias, a Central de Movimentos Populares (CMP) integrou a iniciativa de pesquisa e extensão do projeto “Cartografias do acesso à água na pandemia da Covid-19”. Trata-se de uma parceria entre o Laboratório de Justiça Territorial da UFABC/ LabJuta, União dos Movimentos de Moradia, Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, Universidade de Michigan, Eco-t Ecologia Política Planejamento e Território e a CMP. O projeto teve por objetivos “identificar, compreender e mapear as dificuldades no acesso à água em diferentes formas de moradia precária, durante a pandemia da Covid-19”. Os resultados da pesquisa, que podem ser acessados neste site – https://aguaemoradia.pesquisa.ufabc.edu.br/ – e neste relatório e no relatório publicado aqui – contribuirão com a “luta da população pelo acesso à água limpa, como estratégia de segurança hídrica, bem como contribuir para políticas públicas emergenciais e de longo prazo”. A pesquisa foi Coordenada pelas Professoras da UFABC Luciana Ferrara e Vanesa Empinotti.

Partidos e movimentos populares unificam campanha pelo impeachment de Bolsonaro

Por Imprensa CMP

Nesta sexta-feira (23), o coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, participou de reunião com partidos políticos, parlamentares, frentes, movimentos populares e sociais que protocolaram pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Mais de 150 líderes políticos e sociais participaram da reunião, entre os partidos, o PT, PSOL, PC do B, PSB, PDT, PSTU, Unidade Popular, além de movimentos populares, sindicais e sociais, como CMP, MST, UNE, MTST, CUT, UNMP, dentre outros.

Ainda em 2019, a CMP foi uma das primeiras organizações políticas que tomou posição pelo fora Bolsonaro, tendo assinado dois dos primeiros pedidos (hoje já 115 pedidos de afastamento do presidente). O primeiro assinado pela CMP foi o pedido unificado de partidos e movimentos populares; o segundo foi o impeachment popular. Entre os diversos crimes praticados por Bolsonaro, que constam dos documentos, estão os atos atentatórios contra a Constituição Federal, contra a democracia, a interferência na Polícia Federal, o genocídio conta os povos indígenas e a população negra, a sabotagem de medidas de combate à pandemia e a gestão criminosa da covid-19.

Para Raimundo Bonfim, coordenador da CMP, “todos os crimes cometidos por Bolsonaro são graves, mas o crime de sabotar medidas de enfrentamento à covid é o pior, pois atenta contra a vida e já causou, até o momento, a morte de quase 400 mil pessoas.”

Durante a reunião, os participantes se comprometeram a somar esforços para unificar os pedidos de impeachment (com todos assinando), elaborar um manifesto ao país denunciando os crimes cometidos pelo presidente e convocando o povo a se mobilizar pelo fora Bolsonaro, além de articular uma campanha nas redes sociais e um ato nacional para pressionar o presidente da Câmara, Arthur Lira, a instalar o processo de impeachment.

Raimundo Bonfim considerou a reunião muito positiva e parabenizou a iniciativa de articulação, considerando-a fundamental para o avanço do movimento pelo impeachment do presidente Bolsonaro. Em sua intervenção na reunião, Bomfim destacou ainda que “é chegada a hora de somar aos atos virtuais as ações de rua em defesa do impeachment, obviamente respeitando o distanciamento social.”

Por que o Nordeste registra a menor taxa de mortalidade pela covid em 2021

Leia a matéria publicada originalmente no Portal UOL, escrita por Carlos Madeiro.

Em 2020, quando a pandemia começou a se alastrar no país, o Nordeste lançou um comitê científico para ajudar os governos a tomarem medidas de prevenção contra a covid-19. Lançaram campanhas em massa alertando sobre a necessidade de distanciamento, uso de máscara e álcool em gel. A região também foi a primeira a ter uma metrópole a realizar um lockdown —no caso, São Luís.

Com medidas mais rígidas e uma comunicação mais forte do que em outras regiões, o Nordeste registra hoje a menor taxa de mortalidade pela covid-19. Em 2021, por exemplo, essa taxa está em 49 por 100 mil habitantes, 37% menor do que a média nacional no mesmo período, que chega a 78 por 100 mil habitantes. No Sul, líder no índice, o número chega a 109 por 100 mil.

“O Nordeste hoje é quem puxa hoje a mortalidade do Brasil para baixo”, diz André Longo, secretário de Saúde de Pernambuco e vice-presidente do Nordeste do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde).

A taxa de mortalidade do Nordeste na pandemia era de 134 por 100 mil na última quinta-feira (15). Os três estados com menores taxas de mortalidade na data eram do Nordeste: Maranhão (95 para cada 100 mil), Bahia (114) e Alagoas (117). A média nacional na data ficava em 174 para cada 100 mil pessoas.

Desde o início da pandemia, segundo os números oficiais do Ministério da Saúde, a região registrou até a quinta-feira 76 mil dos 365 mil óbitos —o equivalente a 21%.

Longo afirma que o resultado se deve, em partes, porque a região se articulou desde o início e ouviu mais a ciência. Mas ele reconhece que, mesmo com uma situação melhor que outras regiões, o cenário é crítico no Nordeste.

A gente não comemora esses números. Mas precisamos reconhecer o esforço dos profissionais de saúde e dos governadores, que tiveram coragem de adotar medidas restritivas –que nem sempre têm uma repercussão positiva na população, mas precisavam ser adotadas. Além disso, ampliamos muito a capacidade hospitalar. Só aqui foram 540 leitos de UTI em 40 dias.

Quatro dos nove estados têm mais de 90% de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Para a infectologista Ana Brito, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) de Pernambuco, ainda é cedo para ter certeza de que os números se manterão tão abaixo da média nacional por conta do incerto pico da segunda onda da pandemia.

“Olhando para Manaus, a gente vê que teve um período de 45 dias até a explosão da epidemia. Mas pode ser que a gente já esteja entrando nesse tempo, mas é uma especulação. É preciso aguardar mais.”

“Indiscutivelmente as medidas de restrição de circulação da população causam uma diminuição dos casos. O problema do Brasil é que a gente não fez medida restritiva de forma rigorosa. A gente aqui fez medidas parciais, mas, mesmo parciais, há uma resposta, embora mais tímida”, completa.

Referência no país

Salvador e Fortaleza, duas das cidades mais populosas da região, foram citadas como referência em medidas de restrição à circulação bem-sucedidas no último boletim da Fiocruz.

“Tendo como referência os decretos nacionais que estabelecem as atividades e serviços essenciais, bem como decretos municipais mais recentes de Fortaleza, Salvador e Araraquara (SP), cidades que se submeteram a restrições mais rígidas e que apresentaram decréscimo sustentado dos indicadores de criticidade da pandemia, apresentamos no alguns exemplos de atividades e serviços essenciais e não essenciais”, diz documento da entidade.

Fortaleza decretou o fechamento dos serviços não essenciais em 5 de março, flexibilizando apenas questões pontuais até aqui. Já na Bahia, primeiramente houve fechamento de serviços não essenciais no último fim de semana de fevereiro, mas depois a medida foi esticada para todos os dias da semana em março.

Nos demais estados, todos adotaram algumas medidas restritivas, como toque de recolher, suspensão de eventos, fechamento de bares e restaurantes e restrição de horários de atividades não essenciais.

A revista científica The Lancet afirmou ainda que o Nordeste é o melhor exemplo de medidas restritivas com sucesso no país, mesmo sendo uma área com grande vulnerabilidade social.

A médica e pesquisadora Fernanda Grassi, da Fiocruz da Bahia, ressalta que o resultado do Nordeste chama ainda mais a atenção porque a região tem uma disponibilidade de leitos de UTI menor que Sul e Sudeste.

“Essa menor mortalidade deve estar relacionada à postura adotada pelos governos, que desde muito cedo criaram um comitê científico com pessoas de grande experiência no controle de epidemias. Houve, sem dúvida, uma maior busca de seguir a OMS (Organização Mundial da Saúde) para mitigar essa epidemia, com campanhas educativas”, destaca.

O epidemiologista Antônio Lima Neto, da Unifor (Universidade de Fortaleza), afirma que, como a epidemia ainda está em curso, não há como cravar que a região não verá um crescimento de casos e óbitos. Entretanto, com as medidas já adotadas, a região deve ter uma redução na transmissibilidade do novo coronavírus.

“O impacto das medidas restritivas para uma epidemia é um pouco mais tardia, demora mais a acontecer”, afirma.

Nordeste errou menos

O neurocientista Miguel Nicolelis chegou a coordenar o comitê científico do Nordeste em 2020 e início de 2021. Ele deixou o cargo em fevereiro , após o aumento de casos. À época, os governos estaduais não seguiram orientações dos especialistas para fechamento de serviços não essenciais.

“Diria que os governos cometeram erros, mas o Nordeste errou bem menos”, diz. “É como uma turma em que ninguém passou de ano, mas os governos nordestinos tiveram a melhor nota da sala”, compara.

Para Nicolelis, a região colhe ainda bons frutos das medidas adotadas na primeira onda.

A mensagem passada da gravidade da pandemia foi bem maior, os governos alertaram mais, o que não ocorreu de forma tão explícita em nível nacional. Sem dúvida foi a região menos negacionista do país.

O pesquisador ainda lembra que, na primeira onda, os governos seguiram mais as recomendações científicas e colheram frutos disso. “Tivemos lockdowns bem sucedidos, começando por São Luís, depois Fortaleza, a Grande Recife e João Pessoa. Os resultados foram bons. Em São Luís, por exemplo, os efeitos positivos foram sentidos por quatro meses e levaram o Maranhão a ter menor taxa de óbito do país”, cita, lembrando medidas como modelo para o país.

“Ações como a criação de brigadas de saúde no Piauí e a suspensão do transporte intermunicipal na Bahia foram boas, tiveram grande impacto e reduziram o poder letal da pandemia”, diz.

Mortalidade por 100 mil habitantes por região em toda a pandemia
  • Nordeste – 134
  • Sul – 184
  • Sudeste – 186
  • Norte – 191
  • Centro-Oeste – 210
Mortalidade por 100 mil habitantes por região em 2021:
  • Nordeste – 49
  • Sudeste – 81
  • Norte – 91
  • Centro-Oeste – 96
  • Sul – 107

Fonte: Ministério da Saúde até dia o 15/04/2021

CDHU, cadê as moradias das famílias do Buraco Quente e Comando?

Assista ao vídeo que denuncia descaso da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) com 150 famílias removidas das Favelas Buraco Quente e Comando, na região do Aeroporto de Congonhas, no bairro do Campo Belo. Estas favelas, que estavam nesse local há cerca de 50 anos e com elevado grau de urbanização, foram removidas pelas obras do Monotrilho, da Linha 17 Ouro do Metrô. Pelo cronograma de obras, os empreendimentos habitacionais Campo A, B e C deveriam estar prontos e com as chaves entregues às famílias desde 2015. Porém, seis anos depois, em 2021, as obras sequer foram iniciadas e a CDHU não oferece qualquer explicação.

Compartilhe o vídeo!

https://www.facebook.com/1026014302/videos/10222662275958662/

 

Pela aprovação do PL 146/2020 – Despejo Zero em São Paulo!

Nesta quinta feira, será votada na Assembleia Legislativa de São Paulo o PL 146/2020, da Deputada Leci Brandão do PCdoB, em co-autoria com os Deputados do PT, Jorge do Carmo e Mauricí. O projeto propõe a suspensão dos Despejos judiciais e administrativos em todo Estado de São Paulo, enquanto durar a Pandemia do novo Coronavírus.

A COVID-19 já matou mais de 378 mil pessoas no paīs e mais de 89 mil no Estado, e mesmo nesse contexto houve uma enorme quantidade de despejos judiciais e remoções administrativas, em 2020 e neste início de 2021. Por isso, passamos a cobrar das autoridades judiciais, legislativas e do executivo ações para suspender os despejos.

A Campanha Despejo Zero se manifesta integralmente em defesa deste importante Projeto de Lei e pede sua urgente aprovação. Pressione os/as deputados/as estaduais de São Paulo a aprovar o PL 146/2020 e dar esse passo histórico na proteção das famílias mais vulneráveis.

Coletivo de Mulheres da CMP lança campanha Mulheres na Luta Contra a Fome

Por: Imprensa CMP

A Central de Movimentos Populares (CMP) reforça as ações de solidariedade que vem promovendo desde os primeiros meses da chegada da pandemia ao país com lançamento, na noite desta quinta-feira, da campanha Mulheres na Luta Contra a Fome: quem tem fome tem pressa. A campanha é uma iniciativa do Coletivo de Mulheres da CMP e tem o objetivo de arrecadar recursos, por meio de uma conta online no site www.vakinha.com.br (https://www.vakinha.com.br/…/mulheres-na-luta-contra-a…), para arrecadar recursos e ajudar as famílias necessitadas. Representantes de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro participaram do lançamento da campanha.

Os recursos arrecadados serão destinados à compra de alimentos, materiais de higiene e limpeza, máscaras de proteção e outros itens. “Estamos lançando esta campanha, nesta segunda onda da covid, em que mulheres são as mais afetadas, com desemprego, e por ter que ficar em casa com as crianças, que não estão indo para a creche, principalmente as mulheres periféricas e negras”, afirma Genilce Gomes, do coletivo de Mulheres da CMP.

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no terceiro trimestre de 2020, a pandemia deixou mais da metade das mulheres fora do mercado de trabalho. Em 2021, mais de um ano de pandemia no país, as mulheres continuam enfrentando dificuldades para voltar ao mercado de trabalho.

Durante o evento, foi denunciado o descaso do governo Bolsonaro no enfrentamento à pandemia, bem como as crises sanitária e social e a insegurança alimentar, destacando-se que segurança alimentar é quando não se tem acesso pleno e permanente a alimentos.

Os números são alarmantes: no fim do ano passado, mais da metade da população brasileira estava nessa situação, nos mais variados níveis: leve, moderado ou grave. E aqueles em situação de insegurança alimentar grave eram 9% da população – ou seja, 19,1 milhões de brasileiros estavam passando fome.

A campanha Mulheres contra a fome se soma a outras ações de solidariedade promovidas pela CMP e seguirá em paralelo às campanhas de luta das quais a CMP faz parte, como a Fora Bolsonaro.

Acompanhe essa e outras ações da CMP pelos sites: https://movimentoscontracovid19.com/www.cmpbrasil.org

Coletivo de Mulheres da CMP lança vaquinha Mulheres na Luta Contra a Fome: quem tem fome tem pressa! Contribua!

Para contribuir, acesse o site: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/mulheres-na-luta-contra-a-fome

O Coletivo de Mulheres da Central de Movimentos Populares promoveu, nesta quinta-feira (15/4), o lançamento da vaquinha virtual e da Campanha Nacional de Ações de Solidariedade: Mulheres na Luta Contra a Fome: quem tem fome tem pressa. A iniciativa tem por objetivo angariar fundos para compra de materiais de higiene, máscaras de proteção e alimentos da cesta básica para doação a famílias em situação de vulnerabilidade social, agravada pela pandemia e que atinge, sobretudo, as mulheres. “A CMP está presente em todo o país, e por meio de seu Coletivo de Mulheres buscará recursos para contribuir com a luta contra a fome, contamos com todas e todos nessa iniciativa”, afirmou Genilce Gomes, do Coletivo de Mulheres da CMP, durante o lançamento.

Para contribuir, acesse o site: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/mulheres-na-luta-contra-a-fome

Diante do agravamento da crise sanitária decorrente da pandemia do Coronavírus (#COVID​-19), da crise econômica que tem causado o aumento do desemprego e falta de renda, a demora da vacinação, a redução do auxílio emergencial e a forte alta nos preços dos alimentos, milhões de pessoas estão passando fome no nosso país. As mulheres periféricas e negras são as mais impactadas por esse gravíssimo quadro econômico e social. “Lançar uma vaquinha virtual para arrecadar recursos nesse momento tendo as mulheres como protagonistas é fundamental. Recentemente, a rede de pesquisa de soberania e segurança alimentar apontou que, neste momento, 117 milhões de brasileiras e brasileiros têm alguma carência alimentar, e 19 milhões passam fome”, afirmou Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central de Movimentos Populares. “Precisamos distribuir riqueza, taxando as grandes fortunas dessa elite que não tem compromisso com o povo brasileiro. E enquanto seguimos nessa luta, precisamos promover ações de solidariedade para amenizar o sofrimento do povo”, complementou.

 Os efeitos da pandemia do Coronavírus extrapolaram a área de saúde. As mazelas sociais, econômicas e políticas foram escancaradas e agravadas gerando aumento do desemprego, falta de renda e alta nos preços dos alimentos. Esse cenário tem maior impacto na vida das mulheres periféricas e negras. Marta Almeida, da CMP do Pernambuco, fez a leitura do poema de Solano Trindade, “Tem gente com fome!”, para explicitar o absurdo da situação que estamos vivendo e a necessidade de se solidarizar com quem está passando fome.

Cleide Rezende, do Coletivo de Mulheres da CMP da Bahia, também participou do lançamento, ressaltando que quem tem fome, tem pressa. A #CentraldeMovimentosPopulares​ – CMP – com o objetivo de amenizar a situação de miséria e fome pela qual passa milhares de mulheres ligadas a movimentos e grupos populares da periferia das cidades onde atua, diretamente ou por meio de suas organizações filiadas, criou essa ação social para apoiar centenas de famílias em situação de alta vulnerabilidade em todo o país. A iniciativa visa distribuir cestas básicas de alimentos perecíveis e não perecíveis, máscaras de proteção, além de materiais de higiene e limpeza. “A mulheres periféricas, negras, são as mais impactadas, pelo Coronavírus e por esse governo, sem estratégia para enfrentar a crise e suas consequências, fazendo com que o flagelo da fome voltasse”, completou Cleide.

A CMP atua com cerca de 400 associações de base e movimentos populares nas periferias. Estamos em 19 estados brasileiros, com grupos populares de moradia, saúde, mulheres, criança e adolescente, juventude, movimento negro, cultura, ambulantes, população em situação de rua, comunidades tradicionais e LGBTQI+, dentre outros, em luta por direitos e políticas públicas. Desde nossa fundação, buscamos articular os movimentos populares e fortalecer as lutas por direitos e políticas públicas com participação popular na perspectiva de superar a desigualdade social, a pobreza e a concentração de renda.

Em 2020, promovemos uma série de ações de solidariedade, que resultou na distribuição de mais de 300 mil cestas básicas, 60 mil máscaras de proteção, 45 mil kits de material de higiene e limpeza, além de apoio a cozinhas comunitárias, apoio jurídico e palestras de conscientização quanto aos cuidados com a higienização. Miriam Hermógenes, da CMP de São Paulo, apresentou as principais ações de solidariedade organizadas pela CMP em todo o Brasil, desde o início da pandemia. Também Usania Gomes, de Minas Gerais e da Coordenação Nacional da CMP, participou da atividade e destacou que “seguimos vivas, guerreiras, firmes na resistência, e precisamos dar o nosso melhor nesse combate. E hoje esse lançamento acontece em um dia especial, pois temos nosso presidente Lula com seus direitos reestabelecidos, e em 2022 poderemos estar com ele na pauta das políticas públicas para enfrentar esse desgoverno”.

Durante o lançamento, tivemos também a participação de movimentos populares parceiros. Josi Costa, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) prestou sua solidariedade e ressaltou a importância da iniciativa. “A fome é uma crise estrutural, e por isso estamos sempre tentando combatê-la. Segurança alimentar é ter a disponibilidade de alimentos contínuos, condição econômica de ter acesso a essa comida. Mas, vivemos no Brasil uma insegurança alimentar, desde que saíram do governo aqueles quem construíam conosco um país com um mínimo de condição de se alimentar. Agora, infelizmente, o Brasil voltou para o mapa da fome”. Desse modo, precisamos conjugar a solidariedade com a luta por direitos e por uma transformação estrutural do país.

As ações serão sempre divulgadas no site https://movimentoscontracovid19.com​, por meio de vídeos, fotos e textos. Também divulgaremos pelo site a prestação de contas, que mostrará o caminho desde a doação até o recebimento da ajuda pelas famílias. O primeiro vídeo da campanha já está no ar, acesse aqui: https://www.youtube.com/watch?v=StCu1eHXJc4&t=46s

Temos consciência de que ações como esta são importantes e fundamentais do ponto de vista da solidariedade, mas insuficientes para o enfrentamento da pandemia do coronavírus. Por isso também exigimos que o governo e o Congresso Nacional assumam suas responsabilidades e tome medidas concretas, tais como: acelerar a vacinação, auxílio de R$ 600,00 até o fim da pandemia, apoio aos/às pequenos/as comerciantes e congelamento temporário dos preços de alimentos da cesta básica.

Ajude a CMP em mais esse enorme desafio. Ao contribuir com nossa vaquinha, a doação chegará a quem mais precisa.

Coletivo de mulheres da Central de Movimentos Populares

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