Coletivo de Mulheres da CMP lança campanha Mulheres na Luta Contra a Fome

Por: Imprensa CMP

A Central de Movimentos Populares (CMP) reforça as ações de solidariedade que vem promovendo desde os primeiros meses da chegada da pandemia ao país com lançamento, na noite desta quinta-feira, da campanha Mulheres na Luta Contra a Fome: quem tem fome tem pressa. A campanha é uma iniciativa do Coletivo de Mulheres da CMP e tem o objetivo de arrecadar recursos, por meio de uma conta online no site www.vakinha.com.br (https://www.vakinha.com.br/…/mulheres-na-luta-contra-a…), para arrecadar recursos e ajudar as famílias necessitadas. Representantes de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro participaram do lançamento da campanha.

Os recursos arrecadados serão destinados à compra de alimentos, materiais de higiene e limpeza, máscaras de proteção e outros itens. “Estamos lançando esta campanha, nesta segunda onda da covid, em que mulheres são as mais afetadas, com desemprego, e por ter que ficar em casa com as crianças, que não estão indo para a creche, principalmente as mulheres periféricas e negras”, afirma Genilce Gomes, do coletivo de Mulheres da CMP.

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no terceiro trimestre de 2020, a pandemia deixou mais da metade das mulheres fora do mercado de trabalho. Em 2021, mais de um ano de pandemia no país, as mulheres continuam enfrentando dificuldades para voltar ao mercado de trabalho.

Durante o evento, foi denunciado o descaso do governo Bolsonaro no enfrentamento à pandemia, bem como as crises sanitária e social e a insegurança alimentar, destacando-se que segurança alimentar é quando não se tem acesso pleno e permanente a alimentos.

Os números são alarmantes: no fim do ano passado, mais da metade da população brasileira estava nessa situação, nos mais variados níveis: leve, moderado ou grave. E aqueles em situação de insegurança alimentar grave eram 9% da população – ou seja, 19,1 milhões de brasileiros estavam passando fome.

A campanha Mulheres contra a fome se soma a outras ações de solidariedade promovidas pela CMP e seguirá em paralelo às campanhas de luta das quais a CMP faz parte, como a Fora Bolsonaro.

Acompanhe essa e outras ações da CMP pelos sites: https://movimentoscontracovid19.com/www.cmpbrasil.org

Coletivo de Mulheres da CMP lança vaquinha Mulheres na Luta Contra a Fome: quem tem fome tem pressa! Contribua!

Para contribuir, acesse o site: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/mulheres-na-luta-contra-a-fome

O Coletivo de Mulheres da Central de Movimentos Populares promoveu, nesta quinta-feira (15/4), o lançamento da vaquinha virtual e da Campanha Nacional de Ações de Solidariedade: Mulheres na Luta Contra a Fome: quem tem fome tem pressa. A iniciativa tem por objetivo angariar fundos para compra de materiais de higiene, máscaras de proteção e alimentos da cesta básica para doação a famílias em situação de vulnerabilidade social, agravada pela pandemia e que atinge, sobretudo, as mulheres. “A CMP está presente em todo o país, e por meio de seu Coletivo de Mulheres buscará recursos para contribuir com a luta contra a fome, contamos com todas e todos nessa iniciativa”, afirmou Genilce Gomes, do Coletivo de Mulheres da CMP, durante o lançamento.

Para contribuir, acesse o site: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/mulheres-na-luta-contra-a-fome

Diante do agravamento da crise sanitária decorrente da pandemia do Coronavírus (#COVID​-19), da crise econômica que tem causado o aumento do desemprego e falta de renda, a demora da vacinação, a redução do auxílio emergencial e a forte alta nos preços dos alimentos, milhões de pessoas estão passando fome no nosso país. As mulheres periféricas e negras são as mais impactadas por esse gravíssimo quadro econômico e social. “Lançar uma vaquinha virtual para arrecadar recursos nesse momento tendo as mulheres como protagonistas é fundamental. Recentemente, a rede de pesquisa de soberania e segurança alimentar apontou que, neste momento, 117 milhões de brasileiras e brasileiros têm alguma carência alimentar, e 19 milhões passam fome”, afirmou Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central de Movimentos Populares. “Precisamos distribuir riqueza, taxando as grandes fortunas dessa elite que não tem compromisso com o povo brasileiro. E enquanto seguimos nessa luta, precisamos promover ações de solidariedade para amenizar o sofrimento do povo”, complementou.

 Os efeitos da pandemia do Coronavírus extrapolaram a área de saúde. As mazelas sociais, econômicas e políticas foram escancaradas e agravadas gerando aumento do desemprego, falta de renda e alta nos preços dos alimentos. Esse cenário tem maior impacto na vida das mulheres periféricas e negras. Marta Almeida, da CMP do Pernambuco, fez a leitura do poema de Solano Trindade, “Tem gente com fome!”, para explicitar o absurdo da situação que estamos vivendo e a necessidade de se solidarizar com quem está passando fome.

Cleide Rezende, do Coletivo de Mulheres da CMP da Bahia, também participou do lançamento, ressaltando que quem tem fome, tem pressa. A #CentraldeMovimentosPopulares​ – CMP – com o objetivo de amenizar a situação de miséria e fome pela qual passa milhares de mulheres ligadas a movimentos e grupos populares da periferia das cidades onde atua, diretamente ou por meio de suas organizações filiadas, criou essa ação social para apoiar centenas de famílias em situação de alta vulnerabilidade em todo o país. A iniciativa visa distribuir cestas básicas de alimentos perecíveis e não perecíveis, máscaras de proteção, além de materiais de higiene e limpeza. “A mulheres periféricas, negras, são as mais impactadas, pelo Coronavírus e por esse governo, sem estratégia para enfrentar a crise e suas consequências, fazendo com que o flagelo da fome voltasse”, completou Cleide.

A CMP atua com cerca de 400 associações de base e movimentos populares nas periferias. Estamos em 19 estados brasileiros, com grupos populares de moradia, saúde, mulheres, criança e adolescente, juventude, movimento negro, cultura, ambulantes, população em situação de rua, comunidades tradicionais e LGBTQI+, dentre outros, em luta por direitos e políticas públicas. Desde nossa fundação, buscamos articular os movimentos populares e fortalecer as lutas por direitos e políticas públicas com participação popular na perspectiva de superar a desigualdade social, a pobreza e a concentração de renda.

Em 2020, promovemos uma série de ações de solidariedade, que resultou na distribuição de mais de 300 mil cestas básicas, 60 mil máscaras de proteção, 45 mil kits de material de higiene e limpeza, além de apoio a cozinhas comunitárias, apoio jurídico e palestras de conscientização quanto aos cuidados com a higienização. Miriam Hermógenes, da CMP de São Paulo, apresentou as principais ações de solidariedade organizadas pela CMP em todo o Brasil, desde o início da pandemia. Também Usania Gomes, de Minas Gerais e da Coordenação Nacional da CMP, participou da atividade e destacou que “seguimos vivas, guerreiras, firmes na resistência, e precisamos dar o nosso melhor nesse combate. E hoje esse lançamento acontece em um dia especial, pois temos nosso presidente Lula com seus direitos reestabelecidos, e em 2022 poderemos estar com ele na pauta das políticas públicas para enfrentar esse desgoverno”.

Durante o lançamento, tivemos também a participação de movimentos populares parceiros. Josi Costa, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) prestou sua solidariedade e ressaltou a importância da iniciativa. “A fome é uma crise estrutural, e por isso estamos sempre tentando combatê-la. Segurança alimentar é ter a disponibilidade de alimentos contínuos, condição econômica de ter acesso a essa comida. Mas, vivemos no Brasil uma insegurança alimentar, desde que saíram do governo aqueles quem construíam conosco um país com um mínimo de condição de se alimentar. Agora, infelizmente, o Brasil voltou para o mapa da fome”. Desse modo, precisamos conjugar a solidariedade com a luta por direitos e por uma transformação estrutural do país.

As ações serão sempre divulgadas no site https://movimentoscontracovid19.com​, por meio de vídeos, fotos e textos. Também divulgaremos pelo site a prestação de contas, que mostrará o caminho desde a doação até o recebimento da ajuda pelas famílias. O primeiro vídeo da campanha já está no ar, acesse aqui: https://www.youtube.com/watch?v=StCu1eHXJc4&t=46s

Temos consciência de que ações como esta são importantes e fundamentais do ponto de vista da solidariedade, mas insuficientes para o enfrentamento da pandemia do coronavírus. Por isso também exigimos que o governo e o Congresso Nacional assumam suas responsabilidades e tome medidas concretas, tais como: acelerar a vacinação, auxílio de R$ 600,00 até o fim da pandemia, apoio aos/às pequenos/as comerciantes e congelamento temporário dos preços de alimentos da cesta básica.

Ajude a CMP em mais esse enorme desafio. Ao contribuir com nossa vaquinha, a doação chegará a quem mais precisa.

Coletivo de mulheres da Central de Movimentos Populares

CONTRIBUA!

http://vaka.me/1959265

Acesse os Canais da Central de Movimentos Populares

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCFN_TPZf1mMBOJ5Qr6NfN7A

Facebook: https://www.facebook.com/cmpbrasil

Instagram: https://www.instagram.com/cmp.brasil/

Site: https://www.cmpbrasil.org

Participe da Audiência Pública: REMOÇÕES ADMINISTRATIVAS NO ESTADO DE SÃO PAULO

A Frente Parlamentar em Defesa da Habitação, Reforma Urbana e Regularização Fundiária Urbana da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) promove, em 16 de abril, a audiência pública “Remoções Administrativas no Estado de São Paulo”, para falar sobre as ações administrativas de despejo durante a pandemia. A atividade será realizada a partir das 18 horas, pela Plataforma Zoom. O momento é crítico e as famílias não podem continuar sendo expostas à vulnerabilidade provocada por uma ação de despejo ou desocupação. Junte-se a nós neste debate! #DespejoZero

LINK DE ACESSO: https://alesp-live.zoom.us/my/plenario.jose.bonifacio

Em um ano, cesta básica ficou 27% mais cara e valor do auxílio emergencial caiu 58%

FONTE: https://revistaforum.com.br/ – Por Marcelo Hailer

Cesta com 39 itens custa R$ 1.013,66 na capital paulista; óleo de soja, arroz e carne de primeira são os produtos com a maior alta de preço

O valor da cesta básica paulistana ficou 27% mais cara entre março de 2020 e março de 2021, e o valor do auxílio emergencial do governo Federal teve queda de 58% no mesmo período, segundo levantamento feito pela Fundação Procon-SP em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

De acordo com o estudo, o preço médio da cesta com 39 itens subiu de R$ 798,10 para R$ 1.036,66. Ao mesmo tempo em que a cesta básica encareceu, o auxílio emergencial pago pelo governo Federal teve uma queda de 58,33%, de R$ 600 para R$ 250. Com esse valor pago para uma família, só é possível comprar 25% do total de uma cesta básica.

Entre os itens da cesta básica que mais encareceram, destaque para o óleo de soja, com alta de 88,89%, arroz (5 kg), com elevação de 69,44%, carne de primeira, que ficou 39,96% mais cara, carne de segunda (+29,51), e a cebola, cuja elevação foi de 28,90.

BRASIL ATINGE PICO EPIDÊMICO DA FOME: 19 MILHÕES DE BRASILEIROS(AS)

FONTE: http://www.olheparaafome.com.br/

EM MEIO À PANDEMIA DA COVID-19, O BRASIL VIVE UM PICO EPIDÊMICO DA FOME: 19 MILHÕES DE BRASILEIROS ENFRENTAM A FOME NO SEU DIA A DIA

O Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 foi realizado em 2.180 domicílios nas cinco regiões do país, em áreas urbanas e rurais, entre 5 e 24 de dezembro de 2020.

Os resultados mostram que nos três meses anteriores à coleta de dados, apenas 44,8% dos lares tinham seus moradores e suas moradoras em situação de segurança alimentar. Isso significa que em 55,2% dos domicílios os habitantes conviviam com a insegurança alimentar, um aumento de 54% desde 2018 (36,7%).

Em números absolutos: no período abrangido pela pesquisa, 116,8 milhões de brasileiros não tinham acesso pleno e permanente a alimentos.

Desses, 43,4 milhões (20,5% da população) não contavam com alimentos em quantidade suficiente (insegurança alimentar moderada ou grave) e 19,1 milhões (9% da população) estavam passando fome (insegurança alimentar grave).

É um cenário que não deixa dúvidas de que a combinação das crises econômica, política e sanitária provocou uma imensa redução da segurança alimentar em todo o Brasil.

O BRASIL CONTINUA DIVIDIDO ENTRE OS POUCOS QUE COMEM À VONTADE E OS MUITOS QUE SÓ TÊM VONTADE DE COMER

A fome no Brasil é um problema histórico, mas houve um momento em que fomos capazes de combatê-la. Entre 2004 e 2013, os resultados da estratégia Fome Zero aliados a políticas públicas de combate à pobreza e à miséria se tornaram visíveis.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada em 2004, 2009 e 2013, revelou uma importante redução da insegurança alimentar em todo o país. Em 2013, a parcela da população em situação de fome havia caído para 4,2% – o nível mais baixo até então. Isso fez com que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura finalmente excluísse o Brasil do Mapa da Fome que divulgava periodicamente.

Mas esse sucesso na garantia do direito humano à alimentação adequada e saudável foi anulado. Os números atuais são mais do que o dobro dos observados em 2009.

A FOME RETORNOU AOS PATAMARES DE 2004.

E o retrocesso mais acentuado se deu nos últimos dois anos. Entre 2013 e 2018, segundo dados da PNAD e da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), a insegurança alimentar grave teve um crescimento de 8,0% ao ano. A partir daí, a aceleração foi ainda mais intensa: de 2018 a 2020, como mostra a pesquisa VigiSAN, o aumento da fome foi de 27,6%.

Ou seja: em apenas dois anos, o número de pessoas em situação de insegurança alimentar grave saltou de 10,3 milhões para 19,1 milhões. Nesse período, quase 9 milhões de brasileiros e brasileiras passaram a ter a experiência da fome em seu dia a dia.

FOME NÃO TEM HORA, MAS TEM LUGAR

Segundo a pesquisa VigiSAN, a insegurança alimentar cresceu em todo país, mas as desigualdades regionais seguem acentuadas. As regiões Nordeste e Norte são as mais afetadas pela fome.

Em 2020, o índice de insegurança alimentar esteve acima dos 60% no Norte e dos 70% no Nordeste – enquanto o percentual nacional é de 55,2%. Já a insegurança alimentar grave (a fome), que afetou 9,0% da população brasileira como um todo, esteve presente em 18,1% dos lares do Norte e em 13,8% do Nordeste.

Nordeste apresentou o maior número absoluto de pessoas em situação de insegurança alimentar grave, quase 7,7 milhões. Já no Norte, que abriga apenas 7,5% dos habitantes do Brasil, viviam 14,9% do total das pessoas com fome no país no período.

Além disso, a conhecida condição de pobreza das populações rurais, sejam elas de agricultores(as) familiares, quilombolas, indígenas ou ribeirinhos(as), tem reflexo importante nas condições de segurança alimentar. Nessas áreas, em todo o país, a fome se mostrou uma realidade em 12% dos domicílios.

A FOME TEM GÊNERO, COR E GRAU DE ESCOLARIDADE

Algumas condições individuais podem afetar negativamente a situação de segurança alimentar.

Nos dados de 2020, em 11,1% dos domicílios chefiados por mulheres os habitantes estavam passando fome, contra 7,7% quando a pessoa de referência era homem.

Das residências habitadas por pessoas pretas e pardas, a fome esteve em 10,7%. Entre pessoas de cor/raça branca, esse percentual foi de 7,5%.

A fome se fez presente em 14,7% dos lares em que a pessoa de referência não tinha escolaridade ou possuía Ensino Fundamental incompleto. Com Ensino Fundamental completo ou Ensino Médio incompleto, caiu para 10,7%. E, finalmente, em lares chefiados por pessoas com Ensino Médio completo em diante, despencou para 4,7%.

A FOME NÃO ANDA SOZINHA

A fome vem acompanhada de muitas outras carências, destacadamente a falta de água.

A insegurança hídrica, medida pelo fornecimento irregular ou mesmo falta de água potável, atingiu em 2020 40,2% e 38,4% dos domicílios do Nordeste e Norte, respectivamente, percentuais quase três vezes superiores aos das demais regiões.

O abastecimento irregular de água é uma das condições que aumentam a transmissão pessoa a pessoa da Covid-19, ocorrendo com maior frequência em domicílios e regiões mais pobres do país.

A relação entre a insegurança alimentar e a insegurança hídrica é incontestável. Segundo a pesquisa VigiSAN, a proporção de domicílios rurais com habitantes em situação de fome dobra quando não há disponibilidade adequada de água para a produção de alimentos (de 21,8% para 44,2%).

A INSEGURANÇA ALIMENTAR PODE TER AVANÇADO TAMBÉM ENTRE AS PESSOAS QUE NÃO SE ENCONTRAM EM CONDIÇÃO DE POBREZA

Houve em dois anos um aumento acentuado na proporção da insegurança alimentar leve – de 20,7% para 34,7%.

Cerca de metade dos entrevistados relatou redução da renda familiar durante a pandemia, provocando inclusive cortes nas despesas essenciais. Esses lares constituem o grupo com maior proporção de insegurança alimentar leve – por volta de 40%.

Isso aponta para o impacto da pandemia entre famílias que tinham renda estável, que provavelmente foram empurradas da segurança alimentar para a insegurança alimentar leve.

A crise econômica agravada pela pandemia está fazendo com que a insegurança alimentar se alastre inclusive entre os que não se encontram em condição de pobreza.

POLÍTICAS DE GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA + AUXÍLIO EMERGENCIAL = COMBATE EFETIVO À FOME NA PANDEMIA

Um dado se destaca: a insegurança alimentar moderada e grave desaparece por completo em domicílios com renda familiar mensal acima de um salário-mínimo per capita: 0,0%.

No que se refere à situação de trabalho da pessoa de referência dos domicílios, a ocorrência da fome foi quatro vezes superior entre aquelas com trabalho informal e seis vezes superior quando a pessoa estava desempregada.

A SOLUÇÃO PARA ERRADICAR A FOME PASSA, ENTÃO, POR POLÍTICAS DE GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA.

Em tempos de Covid-19, no entanto, os desafios são maiores. O sucesso da garantia do direito humano à alimentação adequada, alcançado até 2013, foi progressivamente revertido a partir de 2014, e ganhou impulso negativo maior com o início da pandemia da Covid-19.

Famílias que solicitaram e receberam parcelas do auxílio conviviam com alta proporção de insegurança alimentar moderada ou grave (28%), o que enfatiza a grande vulnerabilidade desse grupo. Sem uma resposta adequada dos governos em forma de políticas públicas, a fome vai persistir – e aumentar.

A escalada da fome durante a pandemia não é de responsabilidade de um vírus, mas de escolhas políticas de negação e da ausência de medidas efetivas de proteção social.

PRECISAMOS OLHAR PARA A FOME, TODAS E TODOS NÓS. ESSE DESAFIO TAMBÉM É NOSSO.

Baixe aqui a pesquisa completa.
Compartilhe nas redes sociais
Contato para imprensa: assessoria.imprensa@actionaid.org

FONTE: http://www.olheparaafome.com.br/#action

Movimentos populares, sociais e sindicais realizam mobilizações nas redes e ações simbólicas no Dia Mundial da Saúde

O Dia Mundial da Saúde foi lembrado nesta quarta-feira com diversas lives e atos simbólicos em 20 pontos da cidade de São Paulo e em vários locais de todo o Brasil. Cartazes, faixas e cruzes foram expostos para protestar contra as mais de 337 mil mortes por covid-19, mais de 13 milhões de contaminados e para defender a vida, em frente à Catedral da Sé, MASP, prefeitura de São Paulo, dos hospitais do Grajaú, Campo Limpo, Heliópolis, Tatuapé, entre outros.

Por: Imprensa CMP

As ações simbólicas foram organizadas por movimentos populares, entre eles a Central de Movimentos Populares (CMP), movimentos sociais e sindicais. “As mobilizações de hoje se somam às nossas lutas diárias em defesa da vida, do SUS, da saúde, por vacina, geração e garantia de emprego e, mais que nunca, em defesa de comida para o povo”, afirma Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP.

Hoje, a partir das 18 horas, será transmitida uma live pela página da CMP no Facebook, com o tema Dia Mundial da Saúde – A pandemia e o SUS, com Maria Auxiliadora Cesar, professora e integrante do Núcleo de Estudos Cubanos da UNB; Francisco Funcia, assessor do Conselho Nacional da Saúde e vice-presidente da Associação Brasileira de Economia da Saúde; e Lilian Silva Gonçalves, médica especialista em Saúde Coletiva pela Fiocruz/Brasília.

Também nesta quarta-feira, às 21 horas, Raimundo Bonfim será o entrevistado da jornalista Andrea Trus, na TV 247.

Bonfim vai falar sobre as demandas da saúde no país, a responsabilidade do governo Bolsonaro pela dramática situação do povo em todas às áreas, em especial a da Saúde, dado o gravíssimo quadro da pandemia.

No Dia Mundial da Saúde movimentos populares programam ações para denunciar descaso dos governos com a pandemia

Por: Imprensa CMP

O Dia Mundial da Saúde, em 7 de abril, será lembrado em meio à intensa crise sanitária do país, com mais de 330 mil mortos pela covid-19 e mais de 13 milhões de contaminados.

Várias entidades dos movimentos populares, sociais e sindicais, entre as quais a Central de Movimentos Populares (CMP, Central Única dos Trabalhadores (CUT), União dos Movimentos Populares de Saúde (UMPS), Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Sindicatos dos Trabalhadores de Saúde do Estado de São Paulo (Sindsaúde), Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), promoverão uma série de ações durante a semana Mundial da Saúde, de 5 a 10 de Abril, com a realização de lives e ações simbólicas em frente a hospitais e outros pontos na Cidade de São Paulo, respeitando o distanciamento.

A Campanha Nacional Fora Bolsonaro também está orientando a realização de ações em âmbito nacional.

Na Capital de São Paulo, no dia 7 de abril, será lançada uma carta aberta à população, assinada por mais de 30 entidades dos movimentos sociais, populares e sindicais. Intitulada “Carta à população: a vida é a mãe de todos os direitos”, o documento chama a atenção para o descaso com que os governos têm tratado a saúde e a pandemia no país e suas responsabilidades pelo descontrole de transmissão do vírus e número de vidas perdidas.

A carta também apontará uma série de medidas de combate à pandemia, como a aceleração da vacina, fortalecimento do SUS, auxílio emergencial e isolamento total por um determinado período. “Se não temos vacinação com maior velocidade; se faltam vagas nos hospitais e medicamentos e materiais para o tratamento da covid; se não temos auxílio emergencial que nos permita ficar em isolamento social; se cresce no Brasil a fome e o desemprego, é porque o compromisso de quem ocupa a Presidência da República não é com a vida, é com a morte”, diz um trecho da carta.

Na Capital paulista, no dia 7, às 11 horas, já estão confirmadas ações simbólicas (exposição de faixas e cruzes para lembrar os mortos pela covid e defender a vida) em 16 locais, como o Masp, em frente à Catedral da Sé, e nas proximidades do Hospital do Campo Limpo, Hospital do Grajaú, Hospital do Itaim e Hospital da Vila Alpina, dentre outros.

Também no dia 7 de abril, às 18 horas, será realizada uma live especial, com a mediação de Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP, e participação de Alexandre Padilha, médico infectologista, deputado federal e ex-ministro da Saúde no governo Dilma; Lourdes Estevão, enfermeira e secretária dos Trabalhadores da Saúde do Sindsep-SP; Pedro Tourinho, médico sanitarista e professor universitário; e Célia Regina Costa, secretária-geral do SindSaúde-SP.

Programação completa das lives:

05/04 – Saúde da Juventude

06/04 – Saúde das Trabalhadoras e Trabalhadores

07/04 – Especial 7 de Abril

08/04 – Saúde da População Negra

09/04 – Saúde da Mulher

10/04 – Saúde Mental

“O dia mundial da saúde será um momento de luto pelos milhares de mortos, mas também de luta em defesa da vida, saúde, vacina e comida para o povo”, afirma Raimundo Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares e um dos organizadores das acões da semana mundial da saúde.

Com ação Solidariedade na Páscoa CMP distribui ovos de chocolate para famílias de São Paulo

Por: Imprensa CMP

A pandemia de covid-19 tem levado à morte e à fome milhares de pessoas no mundo, mas no Brasil a pandemia está totalmente fora de controle, dado que Bolsonaro sabota mediadas de combate ao vírus, como por exemplo, demora na vacinação, desestimula o uso de máscaras, estimula a aglomeração, não decreta isolamento. Ultrapassamos 320 mil mortos, com recordes batidos todo dia.

A situação, infelizmente, tende a se prolongar e se aprofundar ainda mais, em meio ao colapso hospitalar e com o aumento do desemprego, falta de renda, alta dos preços de alimentos e redução do auxílio emergencial.

Desde o início da pandemia, a Central de Movimentos Populares (CMP) tem promovido ações de solidariedade para tentar mitigar os efeitos desastrosos que a política do governo Bolsonaro e o vírus têm causado na população, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade.

As ações da CMP continuam. Entre a última quarta-feira (31) e o próximo domingo (4), por ocasião da Páscoa, serão distribuídos 15 mil ovos de Páscoa em comunidades carentes da cidade de São Paulo, como favelas Heliópolis, Real Parque, São Remo, ocupações do centro e Grajaú, dentre outros.

Desde a chegada da pandemia ao Brasil, a CMP desenvolve campanhas de arrecadação e distribuição de alimentos, produção de máscara de proteção, álcool em gel, kits de higiene e limpeza, ao mesmo tempo em que dialoga com as comunidades no sentido de pressionar os governos para que adotem medidas de proteção social, como o auxílio emergencial de 600 até o fim da pandemia.

“Esta ação de distribuição de ovos de Páscoa é uma forma de levar um pouco de esperança e alegria para as pessoas, principalmente as crianças. Nossa ação de solidariedade é também uma forma de protestar contra Bolsonaro,” afirma Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP.

CMP promove ação de solidariedade na favela de Heliópolis

Por: Imprensa CMP

Nesse sábado (27/03), o coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, esteve na favela Heliópolis, a maior de São Paulo, liderando uma ação de solidariedade na comunidade.

Tomando todos os cuidados recomendados, usando máscaras de proteção e álcool em gel, Bonfim organizou a distribuição de 56 cestas básicas e kits de higiene e limpeza para famílias que particpam da Associação dos Moradores Nova Heliópolis, filiada à CMP.

Além da ação de solidariedade destinada a famílias que estão desempregadas, sem renda e sem auxílio emergencial, Bonfim afirma que foi denunciado o descaso dos governos, especialmente a demora da vacinação, a alta do preço dos alimentos, do botijão de gás, o desemprego. “Defendemos o auxílio emergencial de 600 até o fim da pandemia e vacina já para todos e todas, todes. Por uma Páscoa sem fome”, destacou ele.

CMP e UMM nas ruas no Dia Nacional de Luta

Por: Imprensa CMP

A Central de Movimentos Populares (CMP) e a União dos Movimentos de Moradia (UMM) estiveram mais uma vez nas ruas nesta quarta-feira, integrando o Dia Nacional de Luta por vacina já, para todos e todas, auxílio emergencial no valor de R$ 600 e pelo Fora Bolsonaro. Respeitando o distanciamento, a militância marcou presença contra o governo da morte, do desemprego e da exclusão social.

“A CMP está nas ruas, junto com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, para denunciar o governo Bolsonaro que tanto mal faz ao nosso país. Nós não daremos trégua. É fora Bolsonaro. É impeachment já”, destaca Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP.