Movimentos populares se encontram com Lula nesta sexta-feira em SP

Com o objetivo de debater os desafios para as eleições presidenciais em outubro e apresentar propostas para superar a crise e reconstruir o país, cerca de mil lideranças e dirigentes de movimentos populares e sociais se encontram nesta sexta-feira (27) com o ex-presidente Lula, às 16h, na Casa de Portugal, no centro de São Paulo.

Segundo Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), na ocasião será entregue um documento ao pré-candidato do PT à Presidência da República com 10 propostas (Confira o arquivo aqui). “Nos últimos dois meses, elaboramos um plano de ação para a reconstrução do país. Após diálogo com diversos atores sociais, temos um instrumento mobilizador com as pautas dos movimentos populares. Para além disso, discutimos estratégias de ação e estamos prontos para atuar e entrar em campo para a eleição do presidente Lula. É hora de recolocar o país no rumo certo e, para isso, os movimentos populares terão papel fundamental para promover esta mudança”, disse.

O documento que será apresentado na sexta-feira à pré-campanha do ex-presidente Lula foi elaborado por mais de 80 entidades e articulações dos movimentos populares ligados, por exemplo, a questão da moradia, terra, mulheres, negros, estudantes, indígenas, LGBTQIA+, moradores de favelas, juventude e coletivos de cultura.

“Os movimentos populares apoiarão a candidatura do ex-presidente Lula por ser a única capaz de interromper os retrocessos e abrir caminho para a retomada dos direitos, das políticas públicas, do desenvolvimento do Brasil. Precisamos que a classe trabalhadora e os movimentos populares assumam o papel de promover esta transformação. Por essa razão, estamos juntos nesta luta”, afirma Bonfim.

A atividade na Casa de Portugal será transmitida ao vivo no Facebook da CMP e nas redes sociais do ex-presidente Lula.

Serviço
Encontro dos movimentos populares com Lula
Quando? Sexta-feira (27)
Que horas? Às 16h
Aonde? Casa de Portugal, centro de SP

CMP participa da inauguração do barracão de formação Carolina Maria de Jesus

A Central de Movimentos Populares (CMP) de São Paulo participou neste domingo (22) da inauguração do Barracão de Formação Carolina Maria de Jesus, no Jardim Vitória, em São Mateus, na zona leste de São Paulo. Nani Cruz, da direção nacional da CMP, é uma das idealizadoras do projeto. No local, será construído 1.140 moradias populares, fruto da organização, resistência e luta dos movimentos populares.

Para Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP, o barracão, criado em homenagem às mulheres negras da periferia, será um importante espaço de articulação política. “O local tem como objetivo fortalecer o processo organizativo, formativo e mobilizador dos movimentos populares. A inauguração do espaço foi histórica, reuniu muitos trabalhadores e trabalhadoras e contou ainda com a participação da deputada estadual Professora Bebel e com a vereadora Juliana Cardoso”, disse.

No espaço também foi implantada uma horta comunitária urbana que terá papel fundamental no combate à fome. “Por meio do trabalho voluntário, as famílias do barracão terão acesso a alimentos saudáveis, livres de agrotóxicos. É uma iniciativa importante que colabora com a soberania alimentar e a preservação do nosso meio ambiente”, conta Raimundo.

O projeto de moradia popular e a horta urbana comunitária são coordenados pela Centro de Promoção, Resgate a Cidadania Grajaú João Paulo VI Grajaú (Ceprocig), entidade filiada à CMP. Conheça aqui detalhes sobre horta comunitária.

CMP em Rondônia realiza plenária para debater os problemas das cidades

A Central de Movimentos Populares (CMP) de Rondônia, junto com o Coletivo Popular Direito à Cidade e a Ouvidoria Geral Externa do Estado, realizou no último dia 7 de maio a Plenária Popular Pelo Direito à Cidade, na sede do Sintero (Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia), com o objetivo de debater os problemas das cidades e construir soluções para o bem viver na Amazônia.

O evento, que ocorreu durante todo o dia, contou com a participação de mais de 100 pessoas ligadas aos mais diversos movimentos populares, sindicais, estudantis, entre os quais estavam presentes também movimentos LGBTQI+, PCDs (pessoas com deficiências), indígenas e ribeirinhas.

O dirigente estadual da CMP em Rondônia, Emmanuel Pontes Meirelles, destaca que o encontro foi bastante proveitoso e o resultado final foi indicar uma segunda plenária – com mais organização política – a ser realizada na segunda quinzena do mês de junho.

“Na primeira parte do nosso evento, tivemos uma análise de conjuntura com a participação da ouvidoria da Defensoria Pública de Rondônia. Cinco defensores públicos participaram da nossa plenária, o que nos deixou bastante animado para as nossas futuras lutas. Esse encontro foi um evento preparatório para a Conferência Popular pelo Direito à Cidade, que acontece de 3 a 5 de junho, em São Paulo”, disse Emmanuel.

O dirigente nacional da CMP Eliel Cunha também participou do evento e disse que outro destaque da Plenária Popular Pelo Direito à Cidade em Rondônia, foi as oficinas que aconteceram em um segundo momento do encontro com a intenção de debater temas relacionados a moradia, território, econômica solidária e ecológica, além de questões que envolvem o saneamento, transporte público e preservação do meio ambiente.

“Na parte da tarde, nos dividimos em 10 oficinas. Esses grupos tiveram como objetivo levantar desafios para cada um desses temas e construir propostas concretas de ações que vão compor uma plataforma de luta em nossa região. Foi uma troca surpreendente”, finaliza Eliel.

CMP participa de plenária com 500 sem-teto em SP

A Central de Movimentos Populares participa neste sábado (21) de uma plenária no bairro da Liberdade, em São Paulo, com o objetivo de organizar a documentação necessária para assinar os contratos destinados à construção de 500 moradias na cidade.

Os sem-teto são organizados pela Unificação das Lutas de Cortiço e Moradia (ULCM), filiada à União dos Movimentos de Moradia e à Central de Movimentos Populares. A plenária conta com a participação de centenas de pessoas nesta manhã de muito frio na capital paulista.

“A conquista para a construção dessas 500 moradias é fruto da organização e luta dos movimentos populares. Durante o evento, organizamos e orientamos os sem-teto sobre a documentação que dará acesso as unidades. A energia e a disposição desses trabalhadores e trabalhadoras fortalecem a nossa força para continuar lutando por moradia e todos os demais direitos”, disse Raimundo Bonfim, coordenador da CMP.

CMP participa de reinauguração da biblioteca comunitária na favela do Heliópolis

A Central de Movimentos Populares (CMP) participou no domingo (15) da reinauguração da Biblioteca Comunitária Joana Valdenice Coelho, na favela do Heliópolis, em São Paulo. O evento contou com a participação de mais de 150 moradores da região e com a presença dos escritores Frei Betto e Luís Ruffato, que falaram sobre a importância da literatura em nossas vidas.

A biblioteca comunitária é fruto de uma iniciativa da Associação dos Moradores Nova Heliópolis, filiada à CMP. O local já existe desde 2017, porém, após novas doações de estantes, livros e internet, o espaço foi reinaugurado com objetivo de incentivar a leitura, principalmente, de crianças e jovens.

A coordenadora da biblioteca, Genilce Gomes, do Coletivo de Mulheres da CMP, ressalta que, após dois anos de pandemia, a melhoria do espaço trará muitos benefícios para os moradores. “Nossas crianças ficaram um bom tempo longe da escola. A ideia agora é dialogar com os pais sobre a importância de ler em casa com os filhos. São pais que terão livros para ler para as suas crianças. E filhos que poderão também ler para seus pais e avós”, comemorou.

Durante a reinauguração da Biblioteca, Frei Betto falou sobre a importância da leitura em um momento em que as pessoas estão passando boa parte de seu tempo no celular. Para incentivar a leitura, ele orientou que estejamos sempre acompanhados de um livro para que seja lido em qualquer lugar, a qualquer momento.

“Gostei muito de participar da reinauguração da Biblioteca Joana Valdenice Coelho ao lado do escritor e amigo Luiz Ruffato. Falamos de nossas trajetórias como leitores e escritores a um público atento, interessado, que ao final fez várias perguntas. E levamos livros para enriquecer a biblioteca’, destaca Frei Betto.

Ainda no evento, o escritor Luiz Ruffato parabenizou a iniciativa na favela do Heliópolis e, por meio de sua história de vida, contou para o público presente como a literatura transformou a sua vida. Filho de um pipoqueiro semi-analfabeto e de uma lavadeira de roupas analfabeta, Ruffato viu, por exemplo, o seu romance Eles eram muitos cavalos ganhar o Troféu APCA oferecido pela Associação Paulista de Críticos de Arte e o Prêmio Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional, em 2001.

Para quem deseja visitar ou doar livros para a Biblioteca Comunitária Joana Valdenice Coelho, ela fica localizada na Estrada das Lágrimas, 1595, Heliópolis, São Paulo. E funciona de segunda à sexta-feira, das 8h as12h, e das 14h às 18h.

Homenagem a Joana Valdenice Coelho
Filha de Maria Carmelia Coelho, liderança comunitária na favela do Heliópolis, em São Paulo, Joana Valdenice Coelho dedicou sua vida aos estudos e, em meio as desigualdades sociais, em 1990 formou-se em Ciências Sociais na USP. Um dos seus grandes sonhos era inaugurar um centro cultural para incentivar a leitura em sua comunidade. Após a luta contra um câncer, Joana faleceu em 18 de Novembro de 2016. Após a sua morte, a casa aonde a cientista social vivia se transformou na Biblioteca Comunitária Joana Valdenice Coelho, uma iniciativa da Associação dos Moradores Nova Heliópolis.

CMP participa de lançamento da pré-candidatura de Lula

A Central de Movimentos Populares (CMP) participou no sábado (7) do lançamento da pré-candidatura Lula-Alckmin à Presidência da República, no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reuniu cerca de 4 mil pessoas e contou com a participação de lideranças sociais, sindicais e dos partidos apoiadores da chapa.

Para o coordenador nacional da CMP, Raimundo Bonfim, o momento foi histórico porque marcou o ápice de toda a luta que os movimentos populares têm protagonizado contra o desgoverno de Jair Bolsonaro. Bonfim conta que cerca de 30 militantes da CMP participaram do lançamento do Movimento “Vamos juntos pelo Brasil”. Ele disse ainda que foi difícil conter as lágrimas no momento em que foi apresentado ao público o novo clipe da pré-campanha presidencial de Lula, uma releitura do famoso jingle “Lula Lá, uma estrela brilha”, usado na campanha de 1989. ( Veja aqui)

“Reviver o que passamos há 33 anos diante deste difícil contexto com milhares de pessoas desempregadas, passando fome e na miséria, foi como se eu tivesse voltado em 1989.  Ainda mais depois de um processo de perseguição política que envolveu a prisão injusta do ex-presidente. Ele passou 580 dias preso. Chegar ali e ver aquela releitura, com artistas novos, foi emocionante demais”, disse o coordenador da CMP.

Questionado sobre o papel dos movimentos populares na campanha de Lula à Presidência após o evento de sábado, Raimundo destaca que o campo progressista tem a compreensão de que não existe eleição ganha por antecedência. E, por essa razão, os movimentos populares e sociais seguirão mobilizados para vencer a eleição, depois assegurar a posse e, por último, fazer com que o próximo governo seja o mais progressista possível. “A burguesia, representada no Congresso pelos partidos do chamado Centrão, vai resistir a qualquer tentativa de mudança. Não vão querer, por exemplo, a revogação da reforma trabalhista e da Previdência. Será necessária muita pressão popular. Por isso, nosso papel é e será fundamental”.

Assista abaixo a entrevista que o coordenador da CMP concedeu sobre o lançamento da pré-candidatura de Lula à presidência da República ao Brasil 247:

CMP realiza seminário para debater direito à cidade, meio ambiente e soberania alimentar

Encontro teve como objetivo de sistematizar pautas de lutas para o Rio+30 e o Fórum Social Pan Amazônico

A Central de Movimentos Populares (CMP) realizou no sábado (30) o Seminário Direito à Cidade, Meio Ambiente e Soberania Alimentar, um evento preparatório para a Conferência Popular pelo Direito à Cidade a ser realizada no próximo mês de junho. Na primeira etapa do encontro, especialistas e lideranças de movimentos, debateram as correlações entre a luta pelo direito à cidade e os temas voltados a defesa do meio ambiente e soberania alimentar. Já no segundo bloco do evento, foram apresentadas experiências de atuação da CMP em diferentes regiões do país. A atividade é preparatória para outros dois grandes eventos que têm relação com o tema que é a Cúpula dos Povos Rio+30 e o Fórum Social Pan Amazônico.

Logo no início do Seminário, que foi realizado de forma virtual com mediação do coordenador estadual da CMP de São Paulo, Hugo Fanton, o coordenador nacional da CMP, Raimundo Bonfim, declarou aos debatedores e internautas que as crises provocadas pelo capitalismo são profundas no Brasil e no mundo. Por essa razão, segundo ele, os movimentos populares precisam avançar com o debate do acesso à água, do saneamento, da comida no prato, do meio ambiente e da moradia. “O desfecho desse nosso encontro será a produção de uma plataforma que a gente possa usar para incidir nos governos com as nossas pautas”.

Ocupação em áreas de proteção mananciais
A arquiteta Ermínia Maricato, urbanista do BR Cidades, foi a primeira a expor no Seminário os prejuízos que a ocupação irregular em áreas de proteção e recuperação dos mananciais trazem ao meio ambiente. Segundo ela, o Brasil vive uma verdadeira tragédia neste sentido, uma vez que água está sendo colocada em risco com a poluição. No entanto, ela destaca que a maior parte da população brasileira não tem acesso a moradia e sem um projeto habitacional para atendê-las, a única alternativa é a ocupação, que em alguns casos ocorrerem em áreas de proteção dos mananciais.

“Essas pessoas não são inimigas do meio ambiente. Elas não querem poluir a nossa água. Elas ocupam esses territórios porque simplesmente não têm onde morar e ninguém mora no ar. Se não tiver uma reforma latifundiária, se não tiver acesso à terra urbanizada, nós não vamos salvar nada nunca. Precisamos usar o solo para impedir a ocupação predatória ao mesmo tempo que você tem uma política habitacional democrática. Para isso, é muito importante a organização da sociedade para a recuperação da democracia no Brasil”, destacou.

Insegurança alimentar
A preocupação da volta da carestia e da fome, em um Brasil com mais de 116 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar e outras 19 milhões passando fome, foi abordada pelo urbanista Tarcísio de Paula Pinto. Durante a sua apresentação, ele chamou atenção para a qualidade da comida que está sendo consumida pela população brasileira. Segundo o especialista, nas décadas de 70 e 80, cerca de 60% dos resíduos urbanos produzidos no país eram orgânicos. Hoje, esse número é de 40%. E isso significa que a população está consumindo muito mais produtos industrializados.

O urbanista relatou ainda que as cidades brasileiras abrigam cada vez mais aterros sanitários privados. De acordo com ele, São Paulo já tem mais de 340 unidades e, depois do Pará e da Amazonas, é o estado que mais emite gases responsáveis pelo efeito estufa. “Essas questões, dos aterros privados e da emissão de gases, têm tudo a ver com o direito à cidade, precisam ser debatidas pelos movimentos populares e temos que lutar para ganhar espaço no plano diretor dos municípios. Infelizmente, o mercado está impondo goela abaixo esses aterros e a vaselina para isso acontecer se chama Ministério Público”.

Ao final de sua apresentação, Tarciso expôs iniciativas de sucesso que colaboram com o combate à fome. Com o apoio dos movimentos populares e com forte atuação das mulheres, diversas cidades já implantaram em seus territórios projetos de hortas comunitárias como, por exemplo, Sete Lagos (MG), Maricá (RJ), Curitiba (PR), Araraquara (SP), entre outras.  “São projetos que viraram lei, foram instituídas e governo nenhum mexe mais”, pontuou.

Protagonismo feminino
Mirian Nobre, militante da Marcha Mundial de Mulheres falou, entre diversos temas, sobre o protagonismo das mulheres na produção e preparação dos alimentos saudáveis. Entretanto, por conta de jornadas duplas e, em alguns casos, até triplas, muitas têm o seu tempo sequestrado e acabam sendo empurradas para os ultra processados, com gorduras hidrogenadas e o resultado é o sobrepeso associados a outras comorbidades.

Contudo, Miriam lembrou que durante a pandemia surgiu uma quantidade de iniciativas boas com muitas ações de solidariedade, que acabaram envolvendo a distribuição de comida saudável. “O nosso desafio agora é continuar levando esses alimentos nutritivos para as pessoas de periferia que têm baixa renda. E neste sentido, a gente entende que a ajuda do poder público é fundamental. Por que não uma parceria público-popular para aproximar o campo da cidade? Por que não ter barracas de agricultores em todas as feiras da cidade? Será que a gente não pode criar relações diretas?”, propôs a militante aos presentes.

Mineração x direito à cidade
A violação praticada contra os atingidos por barragens foi pauta da exposição feita pelo geógrafo Yuri Paulino, membro da direção nacional do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB). Durante a sua apresentação, ele explicou que o conceito de atingido é ampliado e não se refere apenas a pessoa que foi ou está na zona de influência de determinado empreendimento. Mas sim a todos que estão sendo explorados pelo sistema capitalista.

Segundo Paulino, os empreendimentos têm atuação que interferem no direto à cidade. Eles são responsáveis pela expulsão de muita gente de seus territórios. E como não existe uma política habitacional adequada para as pessoas atingidas por barragens, é muito comum que essa população more nas periferias do país.

“Mineração tem muito a ver com o tema da cidade. E isso tem levado o MAB a se preocupar cada vez mais com a questão urbana. Quando se constrói uma hidrelétrica, por exemplo, a gente tem uma mercantilização do território, que tem colocado cada vez mais a população brasileira em uma condição de miséria. Eles produzem uma mercadoria, que é vendida, e todas as garantias dessa venda é feita em cima da exploração da população. No caso do setor elétrico, o trabalhador brasileiro paga 25 vezes mais do que os setores industriais que são subsidiados. Todos os riscos dessa venda são colocados na conta de luz do consumidor cativo, que somos nós, explicou.

Para o geógrafo Yuri Paulino, a lógica do capitalismo não permite que a população brasileira tenha direito à cidade. Ele destaca que esse modelo precisa ser combatido por meio da luta popular embasada em mudanças profundas da sociedade.

Experiências CMP
Após o debate com especialistas na primeira etapa do seminário, militantes e dirigentes da CMP fizeram exposições de projetos que levam trabalho, renda e formação profissional, além de alimentos saudáveis e ações de conscientização ambiental, a diversas regiões do país. Em sua maioria, as experiências surgiram no contexto da pandemia e a expectativa é de expandir cada vez mais alternativas para a luta contra o capitalismo que está levando o povo brasileiro à miséria.

Raimundo Bonfim ressalta que por meio da organização dos movimentos populares muitas famílias tiveram acesso a alimentação saudável com a implantação, por exemplo, de hortas e cozinha comunitária. Nos últimos dois anos, a CMP distribuiu 320 toneladas de alimentos em todo o país. Outras iniciativas da CMP como fábrica de tijolos ecológicos, curso profissionalizantes, também viraram realidade em comunidades e estão levando solidariedade àqueles que mais precisam.

“Esse estímulo de organização continuará acontecendo mesmo em situações que não sejam de crise. Nós temos que conjugar isso de lavar a comida no prato das pessoas mais vulneráveis”, finaliza.

CMP e ONG Girassol levam curso de confecção de bolsas e sandálias às mulheres de baixa renda no Pará


Um projeto da Central de Movimentos Populares (CMP) e da ONG Girassol, em parceria com a Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda do estado do Pará, formou 24 mulheres neste mês de abril em um curso gratuito de confecções de bolsas e sandálias no município de Ananindeua. A ação foi destinada às paraenses de baixa renda, que vivem em situação de vulnerabilidade social.

Marilda Cohen, militante da CMP no estado do Pará, explica que durante 30 dias mulheres, em sua maioria, desempregadas, vítimas de violência doméstica e mães solo, tiveram a oportunidade de aprender a produzir os produtos e, agora, estão aptas a ingressar no mercado de trabalho. “Foi uma experiência incrível. Além do curso, tivemos neste período rodas de conversa sobre os direitos e deveres das mulheres. Discutimos também a conjuntura política, social e econômica do nosso país e do estado do Pará”, disse.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego das mulheres ao final do ano passado foi 54,4%, maior do que a dos homens. Dos 12 milhões de brasileiros desempregados, 6,5 milhões são mulheres e 5,4 milhões, homens. Para Regina Baía, representante da ONG Girassol, o curso de confecções de bolsas e sandálias vai fortalecer as mulheres de Ananindeua e a economia local. “Nós agrademos muito essa parceria com a CMP. Chegamos ao fim do projeto, com a esperança de novos cursos para o município”.

No próximo dia 8 de maio, haverá uma feira artesanal na sede da ONG Girassol, em Ananindeua, para a venda das bolsas e sandálias confeccionadas durante o curso. “Nossa ideia é fazer essa feira ser permanente no munícipio. Assim, nossas mulheres terão um espaço exclusivo para o comércio. Estamos em busca de parceiros para concretizar mais esse projeto”, anuncia Regina.

CMP distribui 15 mil ovos de páscoa para crianças carentes



A Central de Movimentos Populares (CMP), por meio de uma parceria com a Cacau Show, realizou neste mês de abril a entrega de 15 mil ovos de páscoa para crianças e adolescentes que vivem em comunidades carentes do Estado de São Paulo. As doações dos chocolates foram feitas pelos próprios integrante do movimentos popular em periferias localizadas no Vale do Paraíba, Grande ABC, Osasco, Campinas, Alto Tietê e diversos bairros da capital capital paulista.

Para o coordenador da CMP, Raimundo Bonfim, unir forças neste momento onde muitas famílias não conseguem comprar o básico por conta da grave crise econômica é fundamental. “Nos últimos finais de semana levamos a nossa solidariedade e também o nosso amor e esperança às crianças de diversas comunidades. Foi muito gratificante ver elas recebendo os ovos e saindo com o sorriso estampado no rosto. A energia que recebemos é o nosso combustível para continuar a luta contra as desigualdades sociais”, disse.

Desde de 2020, ano em que teve início a covid-19 no Brasil, a Cacau Show passou a fazer doações de chocolates para diversas instituições nas semanas que antecedem a Páscoa. Segundo a empresa, mais de 1 milhão de ovos já foram doados para mais de 4 mil entidades socias, inclusive as que atuam em aldeias indígenas na Amazônia.

“Seguimos na luta para a construção de um país em que tenhamos condições de vida adequada, sem precisar de doação. A CMP deseja uma Feliz Páscoa a todas e todos”, destaca Raimundo Bonfim.

9 de abril: já estão confirmados 58 atos!

Neste sábado, o povo brasileiro volta às ruas de todo o país para lutar contra o governo genocida de Jair Bolsonaro, que promove uma política de desmonte dos serviços públicos, concentração de capital e violação de direitos. Confira abaixo os atos já confirmados!

✊🏾 ✊ 🚩 58 Atos confirmados em 58 cidades e 01 país – #BolsonaroNuncaMais em todo o Brasil e no Exterior 🇧🇷 🌐

(Última atualização 07/04 | 18h)
Instagram: @ForaBolsonaroNacional
Twitter: @forabolsonarona
Links: linktr.ee/campforabolsonaro
_Sistematização: Central de Mídia das Frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo, Fora Bolsonaro Nacional_

🔺 Não esqueça:
😷 Máscara (leve mais de uma)
💦 🙏🏽 Álcool em gel
🚶🏻‍♀️ 🚶🏿 🚶🏿‍♀️Mantenha o distanciamento social no ato


Norte
AC – Rio Branco – Mercado Velho | 16h
AP – Macapá – Praça da Bandeira | 16h
PA – Belém – Escadinha da Presidente Vargas | 8h

Nordeste
BA – Feira de Santana – Estacionamento em frente à prefeitura | 8h30
BA – Ilhéus – Praça do Teatro no Centro Histórico | 12h
BA – Itabuna – Praça Adami | 9h
BA – Salvador – Concentração no Campo Grande | 14h
CE – Fortaleza – Praça Portugal | 15h
MA – Imperatriz – Calçadão, Centro | 9h
MA – Santa Inês – Praça das Laranjeiras | 8h
MA – São Luís – Praça João Lisboa | 9h
PB – João Pessoa – Ponto dos Cem Réis | 9h
PE – Recife – Parque Treze de Maio | 9h
PI – Parnaíba – Em frente a UFDPar | 8h30
PI – Teresina – Posto 6, Jockey (Cruzamento Av. Homero com Av. Dom Severino) | 8h
SE – Aracaju – Praça de Evento dos Mercados | 8h
RN – Natal – Praça Gentil Ferreira Alecrim | 8h às 12h

Centro-Oeste
DF – Brasília – Museu da República | 16h
GO – Goiânia – Praça do Trabalhador | 16h
GO – Jataí – Praça Tenente Diomar Menezes | 8h
GO – Rio Verde – Rotatória do Cristo Redentor | 9h
MS – Campo Grande – Avenida Afonso Pena c/ 14 de Julho | 9h

Sudeste
MG – Barbacena – Praça São Sebastião | 8h30
MG – Belo Horizonte – Praça Afonso Arinos | 9h30
MG – Juiz de Fora – Parque Halfel | 10h
MG – Montes Claros – Mercado Municipal | 8h
RJ – Campo dos Goytacazes – UFF Campos | 9h
RJ – Rio das Ostras – Feira do Âncora (Próx. ao Centro de Cidadania) | 8h
RJ – Rio de Janeiro – Candelária | 10h
SP – Botucatu – Praça do Bosque | 14h
SP – Carapicuíba – Calçadão da Av. Rui Barbosa | 10h
SP – Jaguariúna – Campinas Largo do Rosário | 9h
SP – Marília – Praça da Ilha, em frente a Galeria Atenas | 9h30
SP – Mogi das Cruzes – Largo do Rosário | 10h
SP – Osasco – Estação de Osasco | 12h30
SP – Ribeirão Preto – Esplanada Theatro Pedro II | 9h
SP – Santos – Estação da Cidadania, Av. Ana Costa 340 | 16h
SP – São Carlos – (aguardando infos) | 9h
SP – São Paulo – Praça da República | 14h
SP – São Vicente – Praça Barão | 10h
SP – Sorocaba – Boulevard Braguinha x Barão de Rio Branco | 9h30

Sul
PR – Cascavel – Em frente a Catedral | 9h
PR – Curitiba – Praça Generoso Marques | 14h30
PR – Foz do Iguaçu – Praça da Bíblia | 18h
PR – Turvo – Praça 31 de Outubro | 14h
PR – Umuarama – Praça Arthur Thomas | 10h
RS – Caxias do Sul – Praça Dante Alighieri | 9h30
RS – Novo Hamburgo – Praça do Imigrante | 10h
RS – Pelotas – Mercado Público | 10h
RS – Porto Alegre – Largo Glênio Peres | 15h
RS – Rio Grande – Largo Dr. Pio, Centro | 10h
RS – São Leopoldo – Estação São Leopoldo | 14h
RS – Santa Maria – Praça Saldanha Marinho | 14h
RS – Santana do Livramento – Parque Internacional | 9h30
RS – Tramandaí – Praça da Tainha | 15h
SC – Florianópolis – Largo da Alfândega | 9h
SC – Joinville – Praça da Bandeira | 14h

🌎🌍 No Exterior
🇨🇭 Suíça – Zurique – Flashmob e ato Rua ao lado da casa do Povo em frente a praça Nenhuma a Menos. Klimarkirche, Wibichstrasse 43, ZH | 17h (horário local)